Um pé na bicla e outro no passeio

Já ia sendo altura de falar do excelente blogue 1PNPeONP (1 Pé no Porto outro no Pedal). Companheiro de outras andanças miguelbarbot publica há alguns meses informação interessante para todos os não desportistas que querem bi-circular pela cidade.

Depois de divulgar os seus percursos habituais, actualmente tem publicado testemunhos de colegas ciclistas urbanos num trabalho que recomendo a todos os cépticos do uso da bicicleta no Porto. Ver por exemplo este último do seu homónimo, uma verdadeira inspiração nos dias de hoje em que para nos inspirarmos temos que ir aos tedxs e ignites desse país.

Actualmente não tenho grande oportunidade para andar diariamente de bicicleta mas espero que uma pequenita mudança de horário de trabalho me permita substituir o mix metro+comboio por bicla+comboio. Entretanto vou usando a bicicleta essencialmente ao fim-de-semana, quando estou mais pela cidade.

Uns dos percursos que mais faço é a ligação Marquês – Palácio de Cristal. Um percurso excelente de ida mas naturalmente mais cansativo de volta… o problema de morar no marquês é que todas as chegadas a casa são no fim de uma contagem de 1ª categoria para um ciclista irregular como eu… enfim, nada que não se resolva com as mudanças leves ou, no limite, indo a pé.

O percurso que fiz é relativamente tranquilo, mesmo em ruas mais estreitas como Miguel Bombarda onde convém estar atento aos carros estacionados, não vá alguém abrir a porta de repente. Sigo sempre até Cedofeita e depois vou um pouco em contramão, em cima do passeio, até à rua dos bragas que subo tranquilamente aproveitando para olhar para os edificios da companhia aurificia enquanto vou saltando no selim ao ritmo do paralelo.

Depois viro na Mártires da Liberdade para a praça da República. É a parte mais chata do percurso. Rua estreitissima, com passeios mini em que não se conseguem cruzar duas pessoas quanto mais uma pessoa e uma bicicleta… bem que podiam assumir que esse bocado só tem uma faixa e transformar o estacionamento num passeio largueirão.

Na Praça da República aproveito aqueles metros planos para descansar as pernas e sigo sempre pela Lapa para a rua do Paraíso, um bocado quase plano para ganhar o fôlego para a Rua Faria Guimarães. Aí depende do dia e da vontade, já subi tudo em cima da bicicleta e também já subi com a bicicleta pela mão. Qualquer uma das hipóteses é boa para ir apreciando uma rua que no outono fica lindíssima com a folhagem progressivamente verde, amarela e avermelhada que as árvores vão tomando.

Mapa disponível aqui.

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