Peões Mortíferos

No mês passado começou uma campanha com o objectivo de reduzir a morte por atropelamento. Uma das razões apontadas por Carlos Barbosa, presidente do ACP é o facto de “em portugal há um costume horrivel de atravessar fora das passadeiras”.
A má colocação das próprias passadeiras, como esta que leva a um jardim ou a um estacionamento, não terá certamente nada que ver com isso

Não lhe ocorreu que talvez o facto de quase nenhum automobilista parar para dar passagem aos peões fosse talvez a explicação mais simples para (voltando à frase espantosa do presidente do ACP) “o peão muitas vezes acha-se no direito de atirar-se para as passadeiras e atravessar de qualquer maneira” (ver afirmações na rtp).

Ou então, o facto de por exemplos os semáforos serem só pensado na óptica do automobilista, mesmo que isso obrigue ficar 2 minutos à espera para atravessar uma rua.

Apesar disto, e esquecendo talvez que em portugal também há o hábito horrível de não cumprir limites de velocidade, o presidente do ACP achou que o factor mais importante a destacar para reduzir as mortes por atropelamento é o comportamento sádico dos peões nas passadeiras… será que acha o mesmo em relação aos atropelamentos em semáforos? Será que aí podemos confiar que estando verde para os peões podemos atravessar sem correr o risco de atropelar nenhum carro?

(ver também de Augusto Küttner de Magalhães – “Passadeiras com avisos a peões!” e de Miguel Barbot – “Passadeiras com avisos a peões II”)

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