Notas sobre a quarta sessão da sexta edição dos Olhares Cruzados na Universidade Católica (Porto) realizada no dia 16-abril-2009 com o tema “A Regionalização e as Prioridades de Norte”
António Figueiredo
- 3 crises: internacional; nacional; regional
- aprofundar o crescimento democrático
- prestação de contas
- transparência da acção política
- construção social
- processo de aprendizagem
- só podemos aperfeiçoar com aprendizagem
- quadro favorável ao desenvolvimento
- mitos:
- regionalização fonte de despesismo – é possível encarar processo como racionalização política
- endividamento – definir limite
- fonte multiplicadora de exemplos negativos de uma classe politica inimputável => regionalização como processo de rejuvenescimento da classe política
- custos transacção vs perda da unidade nacional
- não se justifica numa economia pequena => país está dependente dos serviços e bens transaccionáveis. potencial de internacionalização do norte diferente do de lisboa
- tecnologias => local / global
- não estamos no momento ideal => crescer primeiro e redistribuir depoi
- inversão do ónus da prova – não podemos debater a regionalização como se não tivessem passado 10 anos
- normalmente >50% da despesa pública realizada a partir de niveis de decisão inferiores à adm. central… portugal +/- 11%
- municipio deverá perder algum tipo de influência
- regiões fundamentais para criar racionalidades
- região é construção social. não se decreta, aprende-se
Valente de Oliveira
- o cata-vento não muda, o que muda é o vento…
- país de desanimados
- necessário novos e mais interpretes
- tem havido um agravamento dos percursos de decisão, dos tempos que levam a ser tomadas e de decisões que são esquecidas
- existência de regiões permitiria encontrar equilíbrios sensatos
- portugueses não sabem conviver, sublinham as divisões
- necessário encontrar formas de encontro
Nogueira Leite
- regionalização é um tema romântico – procura de um caminho para uma região que está em decadência.
- regionalização não é necessariamente solução
- sagueza do decisor político na decisão de temas em que o contexto é fundamental?
- problema actual é do modelo de crescimento e não regionalização
- desigualdade inter-geracional. dívida pública actual já deverá andar nos 100% => 76,5 + 10% passivos não recuperáveis + 12/15% PPP
- ignorância mãe de todas as descontrações
- disparidade regional => disparidade de rendimentos e acessibilidade a alguns serviços
- questão não é a produção mas sim equidade na distribuição de rendimentos
- deveria haver um limite constitucional à despesa pública => que são os impostos futuros
- as pessoas devem querer responsabilidade da despesa
- este assunto implica discussão com serenidade que o país não tem
- cada região deve procurar estratégias diferentes
- região piloto: deve ser dada a oportunidade à região Norte de criar uma região piloto.
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