Se contarmos as salas do bom sucesso e o dolce vitta das antas, já há muito tempo que o porto não tinha tantas salas de cinema abertas, mas por alguma razão elas não sabem a salas de cinema, pelo menos para aquela última geração de pessoas que ainda viu cinema no Aguia D’ouro, Batalha, S. João, Carlos Alberto e tantos outros… como o Cinema do Terço.
Embora já estivesse fechado desde 2003, o edifício, provavelmente cada vez mais degradado, pelo menos a julgar pelo cheiro que quem passava em frente facilmente notaria, ainda lá continuava.
E se calhar continuava a eventual esperança de que fosse possível recriar o ambiente que Mario Dorminski retratou numa entrevista de 2003 ao JUP: “Nessa altura ir assistir a um filme e namoriscar, no intervalo, no jardim do Terço, era tão natural como ir beber um café ao «Pereira» e passear no jardim do Marquês. Lembro-me que, nos meses de Verão, o cinema tinha exibições diárias ao ar livre, diferentes todos os dias.”
Mas esses romantismos já não parecem caber nos dia de hoje, se é que alguma vez couberam. E assim, para obras de “demolição, escavação e sustentação” o Cinema do Terço bem como outros equipamentos desportivos que existiam num terreno anexo foram abaixo.
Não sei o que vai ser construído mas imagino que não seja difícil dar um melhor aproveitamento do que o que estava a ser feito actualmente.
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