Bus na Constituição

Através do site engenhariacivil.files.wordpress.com encontrei uma referência para o trabalho “AVALIAÇÃO DOS IMPACTES OPERACIONAIS DECORRENTES DA INTRODUÇÃO DE CORREDORES BUS EM AMBIENTE URBANO” explorando o caso concreto da Rua da Constituição, no Porto.

Pelo que dá a entender a bibliografia deve ter sido um estudo complementar / paralelo dos autores:

  • Tavares, José Pedro (2003) – Modelos de Afectação de Tráfego, Tese de Doutoramento em Engenharia Civil. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal
  • Neves, João Valente (2007) – The Impacts of Bus Lanes on Urban Traffic Environment, Tese de Mestrado em Transportes, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal.

Em primeiro lugar queria dizer que foi uma bela surpresa para mim saber que há quem pense estes aspectos concretos e às vezes mais “miúdos” da cidade, embora provavelmente no âmbito de um estudo académico (digo eu) imagino que algum resultado prático pode ser retirado daqui.

Apesar de ser um leigo nestas matérias, estive a ler com alguma atenção o estudo, até porque diz respeito a uma rua muito perto da zona onde moro, mas fiquei com algumas dúvidas que deixo aqui para referência futura. São provavelmente perguntas básicas que têm mais a ver com conceitos do que com os resultados finais do vosso estudo.

  1. quando referem a reafectação do trãnsito (cenário BL0 sem reafectação vs cenário BL1 com reafectação) em que consiste concretamente? não consegui perceber a diferença entre cenário base e cenário BL0 já que se “a procura mantém-se igual ao Cenário Base, assim como os “caminhos” utilizados pelos
    veículos” então onde está a diferença? ou é para servir como algum tipo de controlo em relação ao cenário real e os diferentes cenários virtuais?
  2. tempo total (veh.h) => quer dizer nº de veículos / hora? ou seja quantos mais melhor? o mesmo para os passageiros.
  3. embora os cenários apontem todos para uma redução da velocidade média de passageiro também é verdade que a maior parte dos valores de passageiros/hora é quase sempre maior. É legitimo fazer uma análise do tipo por exemplo do [quadro 2 – Saturn: resultados na área de influência] se compararmos a variação BL1-Base do total de passageiro (+13%) e a velocidade média (-11%) então a qualidade/quantidade de serviço final seria semelhante? ou estou simplesmente a comparar unidades incomparáveis?

O resumo das conclusões apresentadas no estudo é o seguinte:

“Pela análise dos valores denota-se uma deterioração generalizada das condições operacionais resultantes da introdução do corredor “bus” proposto.
De facto, todos os cenários de procura utilizados na comparação com o cenário Base, com diferenças assinaláveis entre si, são indicativos das piores condições de circulação previstas para o transporte individual e mesmo para os autocarros a operar na área de influência.
Tal facto resultará do incremento das condições de congestionamento, criadas pela perda de capacidade para o tráfego generalizado na Rua da Constituição”

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