as ideias, onde estão, como descobrir e publicitar

Num dos debates sobre regionalização que se têm estado a efectuar na BMAG indicava-se como possível ponto negativo dessa ideia, a aparente contradição entre a facilidade com que actualmente a informação é disseminada a partir de pontos centrais para (no extremo) o outro lado do mundo e a ideia de regionalização que aparentemente ignora esse facto já que advoga a criação local desses pontos criadores de informação.

O contraponto indicado foi que “só” circula pela net a informação / ideias / conteúdo que é passivel de por aí ser transmitido. E como nem todo o conhecimento é formal e digitalizavel então percebemos que as TIC em vez de serem o meio definitivo, são “apenas” mais um meio.

Parece-me que esta relação entre o mundo digital / virtual e o mundo fisico / real é também perceptivel em relação à escolha pelas pessoas do acesso a um site em relação a outro do mesmo tipo, bem como ao auto-descobrimento de sites, isto é acesso pela primeira vez a um site, eventualmente sem utilização de motores de pesquisa.

Se calhar é uma verdade la paliciana mas, se o custo (mental / tempo / dinheiro) de aceder a um site uma universidade em Lisboa é o mesmo de aceder a um site de Braga então porque é que é mais provavel que eu, estando em Braga, aceda com mais frequencia ao site da minha região e não ao de outro? Deverá provavelmente existir aqui alguma relação espaço fisico / espaço virtual.

Isto tudo para dizer que a semana passada descobri o repositório da Universidade do Minho (e não o da UP ou da UC ou UBI ou….) e fiquei maravilhado. Pelo que percebi, um dos propósitos deste site é servir de repositório a todas as publicações e trabalhos que são desenvolvidos no âmbito da Universidade o que inclui, por exemplo, as Teses dos Mestrados e Doutoramentos aí desenvolvidos.

Para mim isto é fabuloso.

Por um lado o facto de existir um sítio onde podemos ver o que se anda a estudar no país, que levantamentos e eventuais propostas estão a ser apresentadas por quem está a estudar é a meu ver um instrumento fundamental para ultrapassar o síndrome Not Invented Here e o que os outros (fora do país) é que são bons e fazem coisas.

Por outro lado a existência destes conteúdos na net liberta as ideias aí contidas para o mundo da long tail que basicamente faz com que seja muito dificil que estas ideias desapareçam na medida em que depois de estarem online estes conteúdos eles como que ganham vida própria, não ficando dependentes do seu mentor inicial, não desaparecendo por isso com ele, nem ficando dependentes da sua capacidade de publicitação para serem descobertas.

Depois de alguma pesquisa no repositorio fiquei com vontade de explorar os seguintes documentos:

[edit 13-nov-2008] entretanto a tendência dos repositórios públicos aumenta: Repositórios institucionais portugueses – livre acesso em expansão

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