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O meu trabalho diário é 90% no computador, assim como as notícias que leio, e a música que ouço, e (alguns) filmes que vejo… não sei se sou uma amostra representativa dos dias de hoje mas a verdade é que o meu contacto com objectos físicos nuns 50% da minha actividade diária resume-se à interacção com o meu computador. Então qual o papel do tradicional jornal, revista ou livro impresso?

Felizmente já houve tantas revoluções nos meios de comunicação que já toda a gente percebeu que a chegada de um novo meio não elimina totalmente os meios anteriores, o que importa é perceber as vantagens intrínsecas de cada um e perceber como podemos tirar partido das sinergias que podem ser criadas entre esses diferentes meios.

Claro que não é uma tarefa fácil esta adaptação, até porque mesmo sendo, neste caso, a comunicação o mesmo objectivo final, o facto de ser veiculada por meios diferentes levanta questões técnicas diferentes que normalmente têm um impacto (maior ou menor) no próprio processo produtivo.

É por isso muito interessante ver alguém com responsabilidades numa grande e reputada revista como a Nature (que tem quase 140 anos) perceber e aceitar esses desafios.

“It’s almost as hard for a publisher to become a technology company as it is for me to become Japanese. But if we’re in the business of information – and we are – then mastering information technology isn’t an optional extra, it’s central to our future”

E perceber que podem atacá-los com algumas ferramentas usando como paralelismo a postura que os imigrantes têm. Diz Timo Hannay em “The Future is a Foreign Country” (via Peixinho-de-Prata):

  • Learn the language(s)
  • Respect new cultural norms
  • Suppress any sense of entitlement
  • Work hard
  • Listen, learn, adapt

Quase como contraponto à empresa de media tradicional que tem que passar a considerar os novos meios de comunicação (web, podcast, twitter) é curioso ver uma revista como a makezine, dedicada totalmente à tecnologia, assumir como principal(?) meio de divulgação o formato tradicional de revista em papel.

No podcast “The Beauty of Print in a Digital Media“, Dale Dougherty explica o porquê dessa opção. Uma das coisas que me chamou mais a atenção foi a questão emocional, a ligação que se cria com o objecto físico e o acto de o usufruir. O pegar na revista, sentar e usufruir. Diferente certamente do acto de ler um post num blog enquanto espera que comece o video do youtube que está a carregar noutra página e vai ouvindo ao fundo a televisão.

“…I think the world we live in today, the hybrid of print and web is less about delivering information which exists in a raw form in lots of places and more about creating and servicing a community…”

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