coma profundo

acompanhados por um discman vamos ouvindo as instruções do nosso condutor sonoro que nos acompanha pelas entranhas da foz velha.
desengane-se quem vai à espera de uma visita guiada histórica com apontamentos sobre os edificios e locais mais importantes pelos quais passamos. este coma profundo se calhar é mais uma peça em movimento do que um passeio turistico.
gostei bastante da forma como muitas vezes através de mensagens mais ou menos subliminares nos punham na mente coisas que ainda não tinham lá chegado através do percurso natural retina, nervo óptico, cérebro. não gostei de alguma lentidão do percurso… se calhar podiam ter uma versão para menores de 65 anos 🙂 finalmente sigam o conselho da organização e façam o percurso sozinhos, assim como quando estamos a ler não queremos ser incomodados ou quando estamos a ver um filme a nossa atenção fica focalizada no écran, esta viagem é também uma experiencia imersiva, ou não se chamasse coma profundo.
mais info sobre coma profundo aqui, em “cena” até 30/09

Satélite Internacional

Na 3º edição, satelite internacional, já deixou de pertencer â categoria de fanzine. criada pelo colectico Alingua e tendo abandonado, pelos vistos definitivamente, o formato A3 com que se apresentou no 1º número, a satélite continua a apostar na divulgação da BD portuguesa.
Para além dos bonecos propriamente ditos somos presenteados com um conjunto de artigos sobre bd com reflexões mais ou menos teóricas sobre autores e formas de encarar esta arte.
Nesta edição encontramos uma entrevista tripartida de 3 autoras portuguesas que falam sobre a sua vivência no mundo da bd portuguesa.
Eu já sou cliente fiel.

Sobre o FCP

“…Não é uma máquina de jogar futebol: as máquinas funcionam sempre da mesma maneira, muito certinhas. Não é uma orquestra clássica: as orquestras clássicas também tocam sempre da mesma maneira, muito certinhas. o FC Porto é uma dixielandia, torrencial, cheia de improvisos, deliciosamente imperfeita, tocando ao vivo, levantando a multidão em cortejo como se estivessem todos em New Orleans. O FC Porto é uma delícia e é uma loucura.”
Joel Neto
Grande Reportagem Julho 2003

Marc-Vivien Foé, protecção à intimidade e a nossa televisão

Acho que todos nós ficamos chocados com a morte de viven foé. Porque era uma pessoa com a nossa idade, porque era um desportista, e porque morreu no meio de um campo de futebol.
E mais chocados ficamos quando temos que ver essas imagens na televisão! pode parecer estranho que se fale em protecção da intimidade de uma pessoa que participa num evento que está a ser visto num estadio com varias dezenas de milhar de pessoas ou pela televisao por mais uns milhoes mas a verdade é que se a morte de uma pessoa não é um dos seus momentos mais intimos entao o que pode ser?? claro que por outro lado este é também aquele momento que as televisões ainda não conseguiram levar para dentro de um formato bonitinho e bem acondicionado para mostrar ás pessoas… afinal já temos os big brothers com o dia-a-dia e o inicio de novas vidas 🙂 só falta mesmo ver alguem morrer.
tudo bem que na emissão em directo se mostre uma ou outra imagem mais chocante, não só porque as coisas acontecem na hora mas também porque é mais dificil controlar o irresistivel apelo pelo voyeurismo, mas como explicar que imagens dessas passem repetidas vezes no jornal das oito?
é a merda de jornalismo que infelizmente vamos tendo.

interessante iniciativa que a ordem

interessante iniciativa que a ordem dos arquitectos está a levar a cabo com visitas a bons exemplos de arquitectura contemporânea portuguesa, este fim-de-semana foi na maia, mas já passou por vila real, vai estar em viseu e para a semana é em moledo, nada como aproveitar para ir à praia e ao mesmo tempo ficar a conhecer um pouco mais do nosso pais.
aproveitem portanto esta iniciativa que decorre no ano nacional da arquitectura.
mais detalhes

mais uma reflexao da treta

como é q havemos de conseguir vender a alguém a ideia de que têm q apostar na imagem da sua empresa, num design cuidado, estratégia de comunicação e essas mariquices todas quando coisas tão banais como por exemplo os sinais de transito são essencialmente encarados como decoração da rua, quase uma peça de mobiliário urbano, sem função aparente q não a de servir para pendurar uns cartazes durante as campanhas ou para os feirantes prenderem as suas barraquitas de venda.

Liga de Cavalheiros Extraordinários

imaginem uma história passada na inglaterra vitoriana com o capitão nemo a bordo do seu nautilus, mycroft holmes, o homem invisivel, dr.jekyll/mr. hyde, mina murray (lembram-se do drácula…) e allan quatermain (personagem criado por H Rider Haggard autor de vários romances de aventuras africanos). agora imaginem que eles pertencem todos ao mi5 e têm que trabalhar em equipa para – surprise, surprise 🙂 – salvar o mundo do plano de destruição engendrado pelo também conhecido professor moriarty. o resultado é a liga de cavalheiros extraordinários.
escrito por alan moore este é um livro que agrada a quem gosta de historias com principio meio e fim, e não se deixem enganar pela conversa de salvar o mundo, e com um enredo que nos prende do inicio ao fim. é curioso ver como personagens que tem um papel principal noutros livros (e até no nosso imaginário) convivem aqui de uma forma tão interessante. de destacar também alguns pormenores do desenho de kevin o’neill que para além de acompanhar muito bem o ritmo da história nos deixa alguns pormenores interessantes como quasi-replicas de anuncios do fim do seculo XIX.
um livro, ou aliás dois livros que foram editados em português pela devir a não perder, e pelos vistos vai começar uma nova série agora em julho, nada como ir já encomendar a vossa cópia ao mundo fantasma
o enredo é tão bom que neste verão já estreia o filme com nomes tão sonantes como sean connery mas, pelo menos pareceu-me pelo trailer, com um bocado de acção a mais…

aqueles que te amam – etienne davodeau

primeiro umas considerações formais, para mim um livro de bd é um livro capa mole tamanho entre o a4 e o a5 normalmente escrito em inglês… foi esse o meu contacto com a bd pós-quadrinhos-disney, daí o meu ar apreensivo quando me deram este livro do etienne davodeau
não posso enquadrar este titulo no tipo de trabalho produzido pelos escritores/desenhadores francófonos pela simples razão de que não sou consumidor habitual, posso no entanto dizer que contrariou as minhas ideias preconcebidas de livros pouco apelativos quer graficamente quer ao nivel da historia.
o livro retrata algo que nos é muito familiar, a relação futebolistas/adeptos de constante amor ódio e em que o jogador deixa de ser uma pessoa que está a fazer o seu trabalho para passar a ser alguém, que podia ser uma máquina, e que tem forçosamente que agradar todos os seus adeptos porque lhes Pertence!
livro editado pela maisbd

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renaud esté perplexo.
titou abandona tudo, de imediato
vendido, comprado, emprestado, trocado
roubado, agora.
merda.
acabaram-se os adeptos, os patrocinadores, os jornalistas.
acabado.
cansado.
é um paradoxo; estes dias no escuro abriram-lhe os olhos.
não quer mais ser uma mercadoria.
renaud nao compreende. renaud protesta: eles não são só isso! fazem sonhar milhoes de pessoas! renaud evoca as vitórias, a multidão em delírio.
titou teima. não quer saber de nada, para ele acabou.