Publicidade

sou eu que estou a ficar muito esquisito ou a mediocridade média do país que começou nas pimbalhadas musicais entrou na tv via big show e que rapidamente infectou todas as estações incluindo programas supostamente mais interessantes do género dos telejornais também já afecta a publicidade portuguesa?
se calhar o discurso para determinado público alvo tem que ter uma qualidade bem rasteirinha ao chão mas é pena que não se tente melhorar a qualidade dos anúncios que nos impingem. assim temos desde o anúncio sexualmente obsceno (Metz em todo o lado) ao moralmente obsceno (portugal precisa e precisará sempre de bons professores e muitos!- instituto piaget) com um discurso prosaico (jansen. prove. vai ver que gosta), ou prosaicamente infantil (kit netcabo, quem não tem está out) ou entao o clássico dos clássicos pegando no manual de bem fazer piadas do herman/produções ficticias (rad, um sumo com tomates).
já que neste blog se fala de retros e afins venham de novo anúncios do género do homem da regisconta ou da picadora 123 moulinex e deixemo-nos destas merdas.

maus habitos

sta. catarina, passos manuel, arrumadores, lugar à porta.
conversa sobre sitios fashion, como está na moda um estilo neo-nostalgico de que o guernica para mim é o último exemplo, não que eu gostasse da forma anterior, muito “tribal??” para mim, mas sem dúvida/talvez genuina, e que agora se tornou em mais um sitio com mobiliario pseudo-antigo eventualmente de “design” que custou uma pipa de massa ou então comprado numa loja em segunda mão.
garagem passos manuel (já reparam no mapa de portugal que está num dos vidros?), porta de ferro, escadas em caracol… muitas, campainha
curioso como vendo a cidade de cima e olhando para as suas traseiras, ela perde aquele ar modernaço das ruas em alcatrão lisinho e passeios largos. aqui continua a visão das águas furtadas, um ou outro edificio com pintura nova mas no essencial envelhecido. se calhar é essa ambiência que dá alguma credibilidade ao maus hábitos, o chão em taco castanho gasto é genuino, as cadeiras gastas também podem já ter vivido noutros cafés da cidade que entretanto fecharam (a propósito será que está algum café aberto no porto ao domingo de manhã?) o aquecedor a gás da moda… bem se calhar está a mais, mas quando se gosta de um coisa desculpamos algumas excentricidades 🙂
musica calma, volume aceitavel, bolo (caseiro?), café (manhoso?), maus hábitos só se for no turno da noite pq durante a tarde a visita a este espaço é um hábito extremamente saudável.

coma profundo

acompanhados por um discman vamos ouvindo as instruções do nosso condutor sonoro que nos acompanha pelas entranhas da foz velha.
desengane-se quem vai à espera de uma visita guiada histórica com apontamentos sobre os edificios e locais mais importantes pelos quais passamos. este coma profundo se calhar é mais uma peça em movimento do que um passeio turistico.
gostei bastante da forma como muitas vezes através de mensagens mais ou menos subliminares nos punham na mente coisas que ainda não tinham lá chegado através do percurso natural retina, nervo óptico, cérebro. não gostei de alguma lentidão do percurso… se calhar podiam ter uma versão para menores de 65 anos 🙂 finalmente sigam o conselho da organização e façam o percurso sozinhos, assim como quando estamos a ler não queremos ser incomodados ou quando estamos a ver um filme a nossa atenção fica focalizada no écran, esta viagem é também uma experiencia imersiva, ou não se chamasse coma profundo.
mais info sobre coma profundo aqui, em “cena” até 30/09

Satélite Internacional

Na 3º edição, satelite internacional, já deixou de pertencer â categoria de fanzine. criada pelo colectico Alingua e tendo abandonado, pelos vistos definitivamente, o formato A3 com que se apresentou no 1º número, a satélite continua a apostar na divulgação da BD portuguesa.
Para além dos bonecos propriamente ditos somos presenteados com um conjunto de artigos sobre bd com reflexões mais ou menos teóricas sobre autores e formas de encarar esta arte.
Nesta edição encontramos uma entrevista tripartida de 3 autoras portuguesas que falam sobre a sua vivência no mundo da bd portuguesa.
Eu já sou cliente fiel.

Sobre o FCP

“…Não é uma máquina de jogar futebol: as máquinas funcionam sempre da mesma maneira, muito certinhas. Não é uma orquestra clássica: as orquestras clássicas também tocam sempre da mesma maneira, muito certinhas. o FC Porto é uma dixielandia, torrencial, cheia de improvisos, deliciosamente imperfeita, tocando ao vivo, levantando a multidão em cortejo como se estivessem todos em New Orleans. O FC Porto é uma delícia e é uma loucura.”
Joel Neto
Grande Reportagem Julho 2003

Marc-Vivien Foé, protecção à intimidade e a nossa televisão

Acho que todos nós ficamos chocados com a morte de viven foé. Porque era uma pessoa com a nossa idade, porque era um desportista, e porque morreu no meio de um campo de futebol.
E mais chocados ficamos quando temos que ver essas imagens na televisão! pode parecer estranho que se fale em protecção da intimidade de uma pessoa que participa num evento que está a ser visto num estadio com varias dezenas de milhar de pessoas ou pela televisao por mais uns milhoes mas a verdade é que se a morte de uma pessoa não é um dos seus momentos mais intimos entao o que pode ser?? claro que por outro lado este é também aquele momento que as televisões ainda não conseguiram levar para dentro de um formato bonitinho e bem acondicionado para mostrar ás pessoas… afinal já temos os big brothers com o dia-a-dia e o inicio de novas vidas 🙂 só falta mesmo ver alguem morrer.
tudo bem que na emissão em directo se mostre uma ou outra imagem mais chocante, não só porque as coisas acontecem na hora mas também porque é mais dificil controlar o irresistivel apelo pelo voyeurismo, mas como explicar que imagens dessas passem repetidas vezes no jornal das oito?
é a merda de jornalismo que infelizmente vamos tendo.

interessante iniciativa que a ordem

interessante iniciativa que a ordem dos arquitectos está a levar a cabo com visitas a bons exemplos de arquitectura contemporânea portuguesa, este fim-de-semana foi na maia, mas já passou por vila real, vai estar em viseu e para a semana é em moledo, nada como aproveitar para ir à praia e ao mesmo tempo ficar a conhecer um pouco mais do nosso pais.
aproveitem portanto esta iniciativa que decorre no ano nacional da arquitectura.
mais detalhes

mais uma reflexao da treta

como é q havemos de conseguir vender a alguém a ideia de que têm q apostar na imagem da sua empresa, num design cuidado, estratégia de comunicação e essas mariquices todas quando coisas tão banais como por exemplo os sinais de transito são essencialmente encarados como decoração da rua, quase uma peça de mobiliário urbano, sem função aparente q não a de servir para pendurar uns cartazes durante as campanhas ou para os feirantes prenderem as suas barraquitas de venda.