{"id":103,"date":"2004-03-22T19:20:38","date_gmt":"2004-03-22T19:20:38","guid":{"rendered":"http:\/\/osmeusapontamentos.com\/?p=103"},"modified":"2004-03-22T19:20:38","modified_gmt":"2004-03-22T19:20:38","slug":"coisas-que-ficam-bem-na-estante-a-bd-e-o-design-grafico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/osmeusapontamentos.com\/index.php\/2004\/03\/22\/coisas-que-ficam-bem-na-estante-a-bd-e-o-design-grafico\/","title":{"rendered":"Coisas que ficam bem na estante, a BD e o Design Gr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<p>Este artigo que faz uma rela\u00e7\u00e3o entre a BD e o Design Gr\u00e1fico, foi escrito por M\u00e1rio Moura, e saiu na revista Sat\u00e9lite Internacional n\u00ba2.<br \/>\nO pr\u00f3ximo n\u00famero da Sat\u00e9lite Internacional sair\u00e1 em Abril e o tema ser? &#8220;A palavra e a BD&#8221;.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nOs \u00faltimos dois anos, tenho dedicado uma prateleira da minha estantes a &#8220;Lone Wolf &amp; Cub&#8221; um cl\u00e1ssico da bd hist\u00f3rica japonesa, sobre a odisseia de um Samurai em desgra\u00e7a e do seu filho. Cada m\u00eas &#8220;mais ou menos&#8221; a Dark Horse Comics edita um volume de trezentas p\u00e1ginas num formato habitualmente dedicado a dicion\u00e1rios ou guias de viagem: uma coisita pequena e branca, que fica bem na preteleira e custa tirar de casa pode-se sujar, podemos perd\u00ea-lo, etc. Sempre que algu\u00e9m, vem pela primeira vez a minha casa, os livrinhos brancos s\u00e3o sempre remexidos ou comentados e nem sequer est\u00e3o muito ao alcance da m\u00e3o, empoleirados no cimo de uma estante. S\u00e3o objectos discretamente bonitos. D\u00e1 vontade de lhes pegar.<br \/>\nEm vez de dedicar mais um artigo a &#8220;Lone Wolf &amp; Cub&#8221;, j\u00e1 bastante bem servido nesse aspecto, penso que conv\u00e9m dar uma palavra de m\u00e9rito aos designers gr\u00e1ficos de certas banda desenhadas americanas e n\u00e3o s\u00f3: Chris Ware mais conhecido pela sua &#8220;Acme Novelty Library&#8221;, mas que tamb\u00e9m fez o design da reedi\u00e7\u00e3o de &#8220;Krazy Kat&#8221; de George Herriman; Chip Kidd designer (e autor) de uma quantidade de sumptuosos (\u00e9 a \u00fanica palavra que os consegue descrever) livros sobre super-her\u00f3is; Ben Katchor e o seu \u00e1lbum &#8220;The Jew of New York&#8221; faz qualquer designer corar de inveja; a maioria das edi\u00e7\u00f5es da Drawn &amp; Quarterly e os \u00faltimos \u00e1lbuns de Daniel Clowes, em particular &#8220;20th Century Eightball&#8221;, editado pela Fantagraphics.<br \/>\nMesmo em Portugal, a qualidade das reedi\u00e7\u00f5es de BD estrangeira tem melhorado a olhos vistos e os \u00e1lbuns e revistas de autores nacionais s\u00e3o, desde h\u00e1 j\u00e1 algum tempo bastante cuidadosos do ponto de vista gr\u00e1fico.<br \/>\nEm contrapartida, nas publica\u00e7\u00f5es sobre design, a BD come\u00e7ou a ser um assunto recorrente. As semelhan\u00e7as entre os dois g\u00e9neros t\u00eam sido regularmente apontadas; autores e te\u00f3ricos da BD s\u00e3o estudados e citados em textos e bibliografias sobre design. Este interesse pode parecer inevit\u00e1vel e \u00f3bvio, mas \u00e9 o culminar de uma centena de anos de afastamento entre duas disciplinas que lidam essencialmente com o mesmo meio e os mesmos recursos formais. A raz\u00e3o mais plaus\u00edvel para esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a conota\u00e7\u00e3o infantil das hist\u00f3rias ao quadradinhos. Em termos pr\u00e1ticos, o designer s\u00f3 recorria \u00e0 BD em manuais de instru\u00e7\u00f5es para pessoas iletradas ou para obter efeitos c\u00f3micos em an\u00fancios. De resto, as pretens\u00f5es do design gr\u00e1fico \u00e0 respeitabilidade do mundo da arte tamb\u00e9m n\u00e3o ajudavam: este ultimo via a BD como uma express\u00e3o popular, an\u00f3nima e vernacular a que podia recorrer como fonte de imagens sem se preocupar com os irritantes direitos de autor. O pr\u00f3prio design era tamb\u00e9m alvo deste tipo de &#8220;homenagem&#8221; duvidosa, mas, pelo menos, a sua liga\u00e7\u00e3o ao mundo do marketing, da actividade editorial e empresarial dava-lhe um ar s\u00e9rio que a BD n\u00e3o conseguia alcan\u00e7ar. No entanto, e talvez por causa da &#8220;respeitabilidade&#8221; mercantil a que era obrigado, o designer sempre teve dificuldades em assumir um discurso totalmente pessoal, uma voz pr\u00f3pria, uma autoria. Ou seja, sempre houve designers com um estilo pr\u00f3prio, mas fazia parte da natureza do oficio por esse estilo ao servi\u00e7o dos conte\u00fados fornecidos por um cliente. Desta maneira, uma das principais diferen\u00e7as entre o autor de BD e o designer era a possibilidade do primeiro criar as suas pr\u00f3prias narrativas, os seus pr\u00f3prios conte\u00fados, estando o segundo sujeito a uma \u00e9tica de divis\u00e3o de trabalho que separava o criador de conte\u00fados do criador da sua apresenta\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. Poder-se-ia argumentar que a BD recorre tamb\u00e9m a uma divis\u00e3o de trabalho entre argumentista, desenhador, etc., mas esta tem um teor fundamentalmente diferente da rela\u00e7\u00e3o cliente\/servi\u00e7o assumida pelo design tradicional.<br \/>\nO aparecimento de trabalhos onde o designer exprimia as suas ideias viria abalar a \u00e9tica desta rela\u00e7\u00e3o. Um exemplo prematuro deste tipo de obra foi o livre &#8220;The Medium is the Massage&#8221;, uma compila\u00e7\u00e3o ilustrada de textos de McLuhan, realizada pelo designer gr\u00e1fico Quentin Fiore e editada em 1967. O impacto do livro est\u00e1 bem patente neste excerto do texto &#8220;Massaging the Message&#8221; da autoria de Ellen Lupton e Abbot Miller:<br \/>\n&#8220;O design de &#8220;The Medium is the Massage&#8221; \u00e9 ao mesmo tempo inventivo e erudito. Fiore recorda-se do livro ter poucas palavras por p\u00e1gina, e por n\u00e3o ter pref\u00e1cio ou \u00edndice. Na altura, foi dito a Fiore que &#8220;os livros verdadeiramente s\u00e9rios deviam ter pelo menos uma polegada e tr\u00eas quartos de lombada&#8221;. As pessoas na &#8220;ind\u00fastria da palavra&#8221;, como Fiore descreve o mercado editorial, &#8220;exigiam palavras, muitas palavras todas impressas em boas p\u00e1ginas cinzentas&#8221;. Para os produtores de livros tradicionais, &#8220;The Medium is the Massage&#8221; era amea\u00e7ador: ?&#8221;A reac\u00e7\u00e3o desses designers com um sentido moralista altamente desenvolvido era que o livro era &#8220;manipulativo&#8221;.<br \/>\nMais recentemente, a vulgariza\u00e7\u00e3o do computador pessoal, a partir de meados da d\u00e9cada de oitenta permitiu ao designer centrar na sua pessoa uma s\u00e9rie de responsabilidades outrora distribu\u00eddas por uma verdadeira cadeia de produ\u00e7\u00e3o industrial. Ele podia agora controlar n\u00e3o s\u00f3 a disposi\u00e7\u00e3o geral dos elementos da p\u00e1gina e as fontes usadas, mas o pr\u00f3prio arranjo tipogr\u00e1fico pormenorizado do texto e o tratamento das imagens, tudo isto no conforto da sua casa, mantendo um contacto m\u00ednimo com a produ\u00e7\u00e3o final na gr\u00e1fica. O design tinha alcan\u00e7ado a possibilidade de se tornar uma actividade intimista e individual. Naturalmente, a situa\u00e7\u00e3o alteraria a percep\u00e7\u00e3o dos designers sobre as suas compet\u00eancias e possibilidades expressivas dando origem a trabalhos at\u00e9 a\u00ed impens\u00e1veis.<br \/>\nA Narrativa gr\u00e1fica \u00e9 um desses novos g\u00e9neros. Frases ou palavras, breves e contundentes, sobrepostas a imagens fotogr\u00e1ficas, geralmente uma por p\u00e1gina, tratam de temas frequentemente sociais e pol\u00edticos, \u00e1s vezes \u00edntimos e pessoais. Os encorpados tratados de Bruce Mau (&#8220;Life Style&#8221; e &#8220;S, M, L, XL&#8221;), a revista anti-globaliza\u00e7\u00e3o &#8220;Adbusters&#8221;, os diversos livros do colectivo Tomato, o livros &#8220;Experience&#8221; de Sean Perkins s\u00e3o exemplos poss\u00edveis desta est\u00e9tica que entretanto transitou para o mundo da moda e da publicidade, numa forma mais in\u00f3cua. Nestes trabalhos, o designer assume a posi\u00e7\u00e3o de autor, ou pelo menos documentarista, tentando alertar o p\u00fablico atrav\u00e9s de um discurso marcadamente pessoal, em assumido contraste com o car\u00e1cter gen\u00e9rico e desumanizado da sociedade de consumo. As fotografias usadas s\u00e3o geralmente da autoria do pr\u00f3prio, sem tratamento que disfarce o seu car\u00e1cter amador, que chega por vezes a ser enfatizado: clar\u00f5es de flash, olhos vermelhos, tonalidades acastanhadas de m\u00e1 fotografia nocturna, enquadramento discretamente desadequado; fotogramas televisivos ou imagens impressas com o pixel ou o gr\u00e3o bem \u00e0 vista, atestando o seu car\u00e1cter de recolha documental. Resumindo, imagens e textos crus, afor\u00edsticos, urgentes e pessoais, o equivalente contempor\u00e2neo das obras socialmente empenhadas de Barbara Kruger e dos j\u00e1 referidos ensaios visuais de Quentin Fiore, sobre textos de McLuhan (&#8220;The Medium is the Massage&#8221;) e Buckminster Fuller (&#8220;I Seem to be a Verb&#8221;).<br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel estabelecer diversas compara\u00e7\u00f5es formais entre as narrativas gr\u00e1ficas e a banda-desenhada, mesmo que por oposi\u00e7\u00e3o. Nos exemplos que demos mais atr\u00e1s, apesar das narrativas gr\u00e1ficas usarem texto e imagem para contar uma hist\u00f3ria, fica a sensa\u00e7\u00e3o que o designer quer escapar \u00e0 poss\u00edvel confus\u00e3o com um foto-novela ou banda-desenhada. Raramente \u00e9 usada mais que uma imagem por p\u00e1gina, e quando isso acontece recorrer-se a uma grelha simples, ortogonal, com divis?es uniformes. Nada da prolifera\u00e7\u00e3o de quadradinhos de tamanhos desiguais e percursos de leitura intrincados. As frases s\u00e3o praticamente slogans, neutras, sem tom ou ironia, brancas, sobrepostas ou justapostas \u00e0s imagens como se fosses legendas de filmes. O car\u00e1cter gen\u00e9rico e geom\u00e9trico da fonte serve de contraponto \u00e0 realidade das imagens fotogr\u00e1ficas, estando texto e imagem em n\u00edveis diferentes.<br \/>\nEm BD, o texto \u00e9 produzido manualmente (ou usando fontes caligr\u00e1ficas) e inserido em bal\u00f5es, legendas ou localiza\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da composi\u00e7\u00e3o que permitem a sua contextualiza\u00e7\u00e3o imediata. Embora a t\u00e9cnica seja uniforme, o texto raramente se confunde com os desenhos (mesmo nas onomatopeias que s\u00e3o graficamente bastante identific\u00e1veis) estabelecendo igualmente n\u00edveis distintos para informa\u00e7\u00e3o textual e para as imagens. A necessidade de manter uma narrativa fluida implica o uso de apenas uma fonte, sem grandes varia\u00e7\u00f5es, quer na BD, quer nas narrativas gr\u00e1ficas. A op\u00e7\u00e3o de uma fonte caixa alta, sem serifas (caligr\u00e1fica no caso da BD \u00e9 a chamada &#8220;letra de imprensa&#8221;) \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais comum. Na BD, o uso de fontes assumidamente tipogr\u00e1ficas \u00e9 usado para sugerir diferentes l\u00ednguas (alem\u00e3es falando numa fonte g\u00f3tica), sonoridades (um rob\u00f4 fala numa fonte de aspecto electr\u00f3nico, tipo OCR ou r\u00e1dio-despertador) ou personalidades (um cobrador de impostos com bal\u00f5es de fala imitando formul\u00e1rios).<br \/>\nEm anos recentes, a edi\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica permitiu \u00e0 BD escapar-se \u00e0 necessidade de usar fontes cursivas, no entanto, estas permanecem, o que sugere mais do que um simples imperativo t\u00e9cnico. Geralmente, quando a tipografia \u00e9 maior e o formato das vinhetas s\u00e3o mais vari\u00e1veis a aten\u00e7\u00e3o do leitor tende a decrescer. Ainda n\u00e3o foi feito um estudo aprofundado do uso da tipografia no contexto da BD, o que poderia esclarecer este assunto.<br \/>\nTal como no design, o advento do computador possibilitou igualmente aos autores de BD um controle superior de todas as fases do processo de edi\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 bem vis\u00edvel em alguns \u00e1lbuns de Chris Ware, verdadeiras cavernas de Ali B\u00e1b\u00e1 do design gr\u00e1fico, onde podemos encontrar figuras de recortar, p\u00e1ginas com centenas de vinhetas, livros de montar inclu?dos dentro do pr\u00f3prio livro, numa profus\u00e3o de pormenores intermin\u00edveis e hipn\u00f3tica. Se esta abund\u00e2ncia barroca dos trabalhos de Ware impede muitas vezes o leitor de entrar emocionalmente na hist\u00f3ria, a sua obra mais assumidamente gr\u00e1fica por exemplo, a capa, contracapa, \u00edndice biografia de Frank King, na revista Drawn &amp; Quarterly 3, formando pranchas de uma banda-desenhada, s\u00e3o pe\u00e7as que criam um ambiente intenso e mesmo pungente. Daniel Clowes utiliza o mesmo processo em &#8220;20th Century Eightball&#8221;, onde todos os pormenores da capa, contracapa, \u00edndice, cita\u00e7\u00f5es de recomenda\u00e7\u00e3o, dedicat\u00f3ria, pre\u00e7o e c\u00f3digo de barras, s\u00e3o tornados elementos activos da inventiva hist\u00f3ria do &#8220;making of&#8221; desse mesmo \u00e1lbum. Estes s\u00e3o apenas alguns exemplos de como os autores de BD come\u00e7aram a aproveitar o aumento de liberdade editorial permitido pelo computador.<br \/>\nConcluindo, a BD e o design gr\u00e1fico come\u00e7aram a assemelhar-se, sobretudo quando usam um discurso mais pessoal. No entanto, e isto \u00e9 apenas a minha opini\u00e3o, ainda n\u00e3o vi nenhuma narrativa gr\u00e1fica capaz de alcan\u00e7ar uma verdadeira voz na primeira pessoa, t\u00e3o envolvente e complexa como as BDs autobiogr\u00e1ficas e mesmo jornal\u00edsticas de Joe Sacco ( veja-se o caso de &#8220;Safe Area Gorazde&#8221;, sobre a guerra na antiga Jugosl\u00e1via e &#8220;Palestine&#8221;, sobre a vida nos territ\u00f3rios ocupados). Os casos que mais se aproximam s\u00e3o os livros &#8220;Maeda@Media&#8221; e &#8220;Sagmeister &#8211; Made You Look&#8221;, livros de design que conseguem manter um discurso cont\u00ednuo e estimulante ao longo de centenas de p\u00e1ginas, mas que podem ser encarados como literatura, largamente ilustrada, mas essencialmente literatura. No campo das narrativas gr\u00e1ficas mais arrojadas, sujeitas \u00e0s conven\u00e7\u00f5es p\u00f3s-modernas do costume, o discurso directo do autor converte-se ironicamente em apenas mais uma cita\u00e7\u00e3o entre muitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo que faz uma rela\u00e7\u00e3o entre a BD e o Design Gr\u00e1fico, foi escrito por M\u00e1rio Moura, e saiu na revista Sat\u00e9lite Internacional n\u00ba2. 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