Design of Everyday Things 2/8

Ch02. The Psychology of Everyday Actions
Já diz a lei de Murphy que se alguma coisa pode correr mal, então isso vai acontecer. O mesmo se aplica quando falamos da utilização de um qualquer objecto (real ou digital), ou seja, se há alguma acção que pode levar a uma utilização errada e por vezes gravosa desse objecto, então temos que ter como adquirido que pelo menos um utilizador neste mundo se vai lembrar de a fazer.
A questão é que normalmente esse utilizador ao fazer essa acção e ao obter o erro vai quase instantaneamente assumir que errou, que era óbvio que aquela acção não era válida e que certamente foi por distracção ou deficiente conhecimento que a executou. Por outras palavras, nunca (ou raramente) questiona se a forma como esse objecto comunica consigo é a mais correcta para o levar a utilizá-lo.
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4 contos de puchkine

Autor de poesia revolucionária, poemas românticos e dramas históricos, este livro é representativo do ecletismo de Puchkine, não só no que diz respeito à forma (o conto por oposição à poesia ou ao romance) mas também no que diz respeito ao conteúdo.
Embora sempre centrado na sociedade russa, cada conto explora um aspecto particular dessa sociedade, transportando-nos facilmente para o início do século XIX através da sua escrita fluida. Essencialmente trata-se de um livro com quatro boas histórias que se lêem num fôlego.
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Design of Everyday Things 1/8

Agora que faltam poucos meses para o lançamento do novo livro de Don Norman, esse guru da web que juntamente com Jakob Nielsen forma o Nielsen Norman Group pareceu-me interessante ler um livro cuja primeira edição já tem 15 anos e que faz certamente parte da biblioteca de muitos dos interessados nas questões de ergonomia: “The Design of Everyday Things”.
Sendo a usabilidade uma palavra da moda nos meandros da web convém perceber de que forma essas questões se levantaram e como têm evoluído pois só assim se podem questionar os postulados dogmáticos que por vezes nos tentam vender.
Antes de entrar na análise do livro, capítulo a capítulo e que tentarei ir apresentando ao ritmo de um capítulo por semana, uma nota em relação à forma como está escrito. É um livro que essencialmente nos põe a pensar, não tem nenhuma lista de “melhores-práticas”, mas inclui muitos exemplos reais que ilustram perfeitamente o que o autor vai querendo dizer.
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Publicidade

sou eu que estou a ficar muito esquisito ou a mediocridade média do país que começou nas pimbalhadas musicais entrou na tv via big show e que rapidamente infectou todas as estações incluindo programas supostamente mais interessantes do género dos telejornais também já afecta a publicidade portuguesa?
se calhar o discurso para determinado público alvo tem que ter uma qualidade bem rasteirinha ao chão mas é pena que não se tente melhorar a qualidade dos anúncios que nos impingem. assim temos desde o anúncio sexualmente obsceno (Metz em todo o lado) ao moralmente obsceno (portugal precisa e precisará sempre de bons professores e muitos!- instituto piaget) com um discurso prosaico (jansen. prove. vai ver que gosta), ou prosaicamente infantil (kit netcabo, quem não tem está out) ou entao o clássico dos clássicos pegando no manual de bem fazer piadas do herman/produções ficticias (rad, um sumo com tomates).
já que neste blog se fala de retros e afins venham de novo anúncios do género do homem da regisconta ou da picadora 123 moulinex e deixemo-nos destas merdas.

maus habitos

sta. catarina, passos manuel, arrumadores, lugar à porta.
conversa sobre sitios fashion, como está na moda um estilo neo-nostalgico de que o guernica para mim é o último exemplo, não que eu gostasse da forma anterior, muito “tribal??” para mim, mas sem dúvida/talvez genuina, e que agora se tornou em mais um sitio com mobiliario pseudo-antigo eventualmente de “design” que custou uma pipa de massa ou então comprado numa loja em segunda mão.
garagem passos manuel (já reparam no mapa de portugal que está num dos vidros?), porta de ferro, escadas em caracol… muitas, campainha
curioso como vendo a cidade de cima e olhando para as suas traseiras, ela perde aquele ar modernaço das ruas em alcatrão lisinho e passeios largos. aqui continua a visão das águas furtadas, um ou outro edificio com pintura nova mas no essencial envelhecido. se calhar é essa ambiência que dá alguma credibilidade ao maus hábitos, o chão em taco castanho gasto é genuino, as cadeiras gastas também podem já ter vivido noutros cafés da cidade que entretanto fecharam (a propósito será que está algum café aberto no porto ao domingo de manhã?) o aquecedor a gás da moda… bem se calhar está a mais, mas quando se gosta de um coisa desculpamos algumas excentricidades 🙂
musica calma, volume aceitavel, bolo (caseiro?), café (manhoso?), maus hábitos só se for no turno da noite pq durante a tarde a visita a este espaço é um hábito extremamente saudável.

coma profundo

acompanhados por um discman vamos ouvindo as instruções do nosso condutor sonoro que nos acompanha pelas entranhas da foz velha.
desengane-se quem vai à espera de uma visita guiada histórica com apontamentos sobre os edificios e locais mais importantes pelos quais passamos. este coma profundo se calhar é mais uma peça em movimento do que um passeio turistico.
gostei bastante da forma como muitas vezes através de mensagens mais ou menos subliminares nos punham na mente coisas que ainda não tinham lá chegado através do percurso natural retina, nervo óptico, cérebro. não gostei de alguma lentidão do percurso… se calhar podiam ter uma versão para menores de 65 anos 🙂 finalmente sigam o conselho da organização e façam o percurso sozinhos, assim como quando estamos a ler não queremos ser incomodados ou quando estamos a ver um filme a nossa atenção fica focalizada no écran, esta viagem é também uma experiencia imersiva, ou não se chamasse coma profundo.
mais info sobre coma profundo aqui, em “cena” até 30/09

Satélite Internacional

Na 3º edição, satelite internacional, já deixou de pertencer â categoria de fanzine. criada pelo colectico Alingua e tendo abandonado, pelos vistos definitivamente, o formato A3 com que se apresentou no 1º número, a satélite continua a apostar na divulgação da BD portuguesa.
Para além dos bonecos propriamente ditos somos presenteados com um conjunto de artigos sobre bd com reflexões mais ou menos teóricas sobre autores e formas de encarar esta arte.
Nesta edição encontramos uma entrevista tripartida de 3 autoras portuguesas que falam sobre a sua vivência no mundo da bd portuguesa.
Eu já sou cliente fiel.

Sobre o FCP

“…Não é uma máquina de jogar futebol: as máquinas funcionam sempre da mesma maneira, muito certinhas. Não é uma orquestra clássica: as orquestras clássicas também tocam sempre da mesma maneira, muito certinhas. o FC Porto é uma dixielandia, torrencial, cheia de improvisos, deliciosamente imperfeita, tocando ao vivo, levantando a multidão em cortejo como se estivessem todos em New Orleans. O FC Porto é uma delícia e é uma loucura.”
Joel Neto
Grande Reportagem Julho 2003