Notas sobre a segunda sessão da sexta edição dos Olhares Cruzados na Universidade Católica (Porto) realizada no dia 25-março-2009 com o tema “O Porto e o Mundo”
Rui Moreira
- porto menos influente e ainda menos afluente
- porto nunca foi dado a grandes aventuras
- porto nunca foi entreposto
- burguesia do porto veio do trabalho
- participação do porto na revolução de outubro75
- pêndulo virou a sul à mais de 20 anos
- porto região que estava melhor preparada aquando da adesão a cee
- porto viveu inebriado com a ilusão de que poderia ser capital
- passou a ser novo rico
- necessário fomentar afirmação da identidade
- envolver toda a população
- centros e sub centros
- reconstruir espaços públicos
- problema: semi privatização dos espaços públicos
- falta de civismo (lixo, grafitis, jardins, carros)
- o porto não pode ser tudo
- cidade precisa de alterar discurso para fora
João Fernandes
- no porto a originalidade é reprimida
- o porto e o mundo => o país e o mundo
- isolamento da sociedade portuguesa
- contemporaneidade é um problema da sociedade portuguesa
- depois de mafra deixaram de afluir artistas ao país
- para sermos cidadãos do mundo não podemos ficar presos à dicotomia dentro / lá fora
- oliveira martins descrição do país => apogeu / decadência
- reféns do discurso da grandeza e decadência => é tempo de assumirmos o presente
- com excepção da literatura não há grande arte no porto
- porto foi uma cidade que construiu riqueza mas que se manteve sempre uma cidade pobre
- mas construiu identidade
- não temos pintores / escultores que tenham sido famosos
- museu nacional soares dos reis muito pobre quando comparado com exemplos similares de outros países
- no séc. xx estado não tem nenhuma iniciativa cultural na cidade até serralves (se exceptuarmos a exposição colonial)
- concentração da vida cultural em lisboa
- cultura no porto da responsabilidade dos cidadãos => tep / arvore / cineclube
- independência da escola do porto
- depois da democracia o porto ainda não encontrou um projecto
- cosmopolitismo vs provincianismo
- serralves / tnsj / casa da musica
- cidade não oferece condições de trabalho para os artistas
- zona das galerias é um paradoxo
- inauguração é um momento festivo mas (supostamente) de trabalho para os galeristas
- inaugurações são um carnaval
- urbanismo / relacionamento com o grande porto
- porto 2001: negativo – programações efémeras; positivo – criação de públicos
- permitiu confirmar a disponibilidade do público
- discurso internacional – cidade ainda não se afirmou
- deve-se potenciar a capacidade do porto de ainda ser uma comunidade
- precisa de habitação
- precisa de ideias
- pensada de fora para dentro
- o mundo volta a ser um mundo de cidades a par das grandes metrópoles
diogo vasconcelos
- fazer da crise uma oportunidade para o porto
- a crise is a terrible thing to waste
- a questão não é saber quando vai acabar mas sim saber como vamos emergir depois da crise
- exemplo finlandês: corte nas despesas públicas; investimentos anti-cíclicos
- existe estratégia na região para nos posicionarmos para o novo arranque?
- inovação – novas respostas, não só nas empresas mas também social
- o que vai crescer mais: educação, saúde, apoio idosos, ambiente
- porto tem boas condições: universidade, criatividade
- o problema do porto é colaboração!
- mobilizar inteligência colectiva
- problema do porto é não haver trabalho
- necessário aproveitar diáspora portuense
- amp precisa de um estimulo (que juntasse todos os actores) => comparar com a rapidez que se apoiaram os bancos
- sugestão: criar conselho económico e social da região
- está nas nossas mãos
- o porto tem que estar em bruxelas ao nivel dos lobbys
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