Notas para um passeio transmontano 1/6

Vimioso
1171 habitantes. Vila do distrito de Bragança, sede de concelho e de comarca; dista 54 km da sede de distrito.
O mais antigo documento referente a esta povoação data de 1187 e respeita à aquisição por D. Sancho I do “chão” para fundar uma “cidade”. Porém o seu povoamento só se processou no reinado de D. Sancho II.

O casario dispersa-se por largo outeiro, a 700m de altitude, implantado entre os rios Angueira e Maçãs, que se unem antes de confluírem na margem esquerda do Sabor.
Na região de que Vimioso é cabeça restam vestígios de quatro povoações castrejas, uma das quais no cabeço sobranceiro à vila conhecido por atalaia. Desta resta uma torre com restos de fosso, mas do antigo castelo afonsino nem vestígios há pois a fortaleza, arrasada pelos Espanhois a 6 de Maio de 1762, foi terraplanada entre 1834 e 1861. Vimioso tornou-se vila e sede de concelho em 1515, conservando o seu pelourinho singelo.

A igreja matriz, construída durante o domínio filipino (1ª metade do século XVII), é um edif?cio espaçoso com dez botar?us de feição românica a reforçarem os muros que sustentam uma abóbada baixa de cinco tramos dotada de longas nervuras prismáticas cruzadas; a fachada apresenta duas torres assimétricas unidas por um balaústre, havendo sobre o pórtico uma curiosa fresta em vez da tradicional rosácea ou abertura ocular; o retábulo do altar-mor é todo em talha dourada.
Monumento medieval, o pelourinho, é formado por uma coluna que se eleva de uma base quadrangular de quatro degraus. O fuste, octogonal, é interrompido por uma cruz de granito de braços iguais, com semiesferas nos topos, e termina por um disco sobre o qual repousa o capitel. Remata o conjunto um tronco de cone encimado por uma semiesfera.