Há certamente várias formas de olhar para a questão do palácio: se queremos sequer mexer no que lá existe; e mexendo o aque estamos dispostos a perder para eventualmente ganhar noutro lado.
Explorando a hipótese de, de facto alterar a utilização de todo o espaço do palácio criando lá um centro de congressos, vejamos o que nos propõem a nivel de arquitectura: construir mais uns quantos edificios numa zona que actualmente já é ocupada pelo jardim.
Se olharmos só para esta hipótese o que estamos a dizer é que achamos que o ganho que vamos obter com a construção desses edificios é maior do que a perda desse pedaço do jardim.
Mas, e se em vez de construirmos onde está planeado se ocupasse outra área? *or exemplo à frente do próprio pavilhão Rosa Mota? Uma área que até já está impermeabilizada porque tem (se não me engano) um parque subterraneo.
Nesse caso estariamos a assumir que o ganho obtido com a construção desses edificios seria maior do que a perda da “paisagem” arquitectónica de que o Pavilhão Rosa Mota hoje goza.
Continuando com esta hipótese o que estariamos realmente a comparar era se preferimos perder o desenho actual de um edificio que com 50 anos até já faz parte de alguma memória da cidade (embora muitos, que não eu, ainda refiram o original palácio de cristal) ou se preferimos perder toda a envolvente natural que circunda o Pavilhão Rosa Mota.
De notar que feliz (ou infelizmente consoante as opiniões) até temos o arquitecto original do pavilhão, pelo que me parece aceitável assumir que seria possivel conseguir um projecto melhor integrado com aquilo que já está construído… já o mesmo não diria em relação ao jardim…
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