Biologia Sintética

A única sessão da 7.ª Mostra da Universidade do Porto – Ciência, Ensino e Inovação que se realizou entre 26 e 29 de março de 2009 que pude assistir foi sobre Biologia Sintética (Catarina Pacheco), um tema que foi referido muito ao de leve numa palestra que assisti anteriormente do prof Alexandre Quintanilha e que me deixou bastante curioso.

abordagem reducionista – se soubermos como funciona cada uma das múltiplas partes então poderemos compreender os sistemas complexos que compõem os seres vivos?
o conhecimento de cada uma dessas partes é suficiente para o conhecimento de como elas interagem entre si como peças individuais e como parte de diferentes subsistemas?

biologia de sistemas – tenta compreender a complexidade biológica estudando de forma sistemática as interacções.
microarrays, electroforese
biologia sintética – aplicação dos conceitos da engenharia à biologia
concepção e construção de novas partes, módulos e circuitos que não existam no mundo natural ou redesenhar sistemas biológicos já existentes.

Genscript => síntese de fragmentos até 3kb = 0,5€/bp

Craig Venter => 2003, 1º vírus artificial

Teoricamente é possível criar genes / genomas completos
Possibilidade de ler o código genético => Possibilidade de escrever o código genético
Com base no que existe podemos reconfigurar a informação genética de modo a desempenharem funções específicas
Código genético não é tão linear como o código de um computador. genes actuam em rede formando proteínas que produzem ou suprimem a actuação de outros genes

Bio Lego – partes padronizadas
BioBricks
Parts Registry – registry of standard biological parts: organismos bem estudados; genoma minimalista; fácil de manipular
BioModular H2 – Using Synthetic Biology with cyanobacteria to produce hydrogen
PNA – Peptide nucleic acid)
Drew Endy – He has been one of the early promoters of open source biology, and helped start the Biobricks Foundation, a not-for-profit organization that will work to support open-source biology.
iGem – international Genetically Engineered Machine competition

Há várias questões aqui que me interessam:
– a forma como se pensa esta área com muitos pontos de contacto (parece-me) com o desenvolvimento de software: seja questões como modularização, componentes standard, reutilização bem como ideias como open source;
– a possibilidade de criar novos organismos e as questões que isso levanta em relação ao que nós consideramos como vida e o processo de criação de vida.


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