Crowdfunding para as PME portuguesas

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Na primeira edição do Porto Startup Coffee de 2013, e na primeira sessão que consegui acompanhar até ao fim assisti à apresentação dos fundadores do site de crowdfunding Massivemov.

Para além de alguns dados interessantes como o volume total de financiamento angariado para projectos vencedores que foi de 76k€ com uma média de 41€ por financiador referiram ainda uma particularidade que é o facto de, ao contrário do que, penso, acontece noutros países, não terem ainda nenhum projecto que se enquadre na área tecnológica.
Também achei curioso o facto de terem uma taxa de aceitação de projectos de apenas 25% e que no fim cerca de 50% consigam o financiamento que necessitam.
(?? não tomei notas destes valores mas acho que é algo desta ordem de grandeza)

De qualquer forma e como desde que entrei para a Samsys ando outra vez muito dentro do mundo das PME fiquei a pensar de que forma é que se poderia aplicar esta ferramenta a este universo.

Numa primeira análise parece ser uma plataforma interessante para validar novos produtos e serviços, na medida em que permite um primeiro contacto com o potencial público-alvo com tudo o que isso tem de positivo nomeadamente o antecipar de reações não previstas ou mesmo a percepção de ajustes que sejam necessários fazer ao próprio modelo de negócio.

Fico no entanto com a ideia, e é só mesmo uma ideia, de que pela escala portuguesa o tipo de produtos e serviços com potencial de financiamento serão ofertas direccionadas para consumidores e nem tanto para empresas, ou pelo menos que essa oferta seja de alguma forma vendável ao público podendo depois ter uma versão empresarial.

Ainda em relação aquilo que é normalmente apresentado como positivo para projectos de crowdfunding como a validação do projecto surgiu-me uma questão de perceber como é que determinamos se o público que nos está a validar é realmente aquele a que queremos chegar, ou seja, o facto de um projecto não ser bem sucedido poderá ter a ver com o projecto ou com o publico que habitualmente usa a plataforma?


Interessante também a questão de não aceitarem actualmente projectos de empreendedorismo social, entre outras coisas porque até agora ainda nenhum tinha conseguido chegar ao fim do prazo com o financiamento atribuído  Pergunto-me no entanto se a maior parte das pessoas que apoia estes projectos não sente isto mais como uma posição social de afirmação de que está a apoiar quem necessita e não tanto de investidor que quer obter uma recompensa financeira a médio/longo prazo (isto no modelo mais habitual do crowdfunding e não no equity-based crowdfunding).

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por Vitor Silva



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