Debate na Fundação SPES com Rui Rio

Embora já esteja online há umas duas semanas, como o próprio TAF referiu, incluí hoje também no feed do meu podcastO Porto em Conversa” a intervenção de Rui Rio na Fundação SPES no dia 15 de Julho.

Podem subscrever o podcast ou ouvir cada uma das partes do debate:

Destaco somente uma parte da sua intervenção inicial:

“(…)Tudo isto é muito bonito mas para mim há uma matéria (que serve como pano de fundo) que nunca podemos esquecer: tudo isto deve ser feito com visão, com imaginação, mas nunca esquecendo que não devo desequilibrar financeiramente a Câmara, não devo gastar mais do que aquilo que tenho, devo passar a Câmara ao meu sucessor equilibrada e que lhe permita tomar opções políticas, coisa que eu não pude tomar quando lá cheguei, porque tive de andar a pagar dívidas, e portanto eu entendo que uma Câmara, um Governo, seja aquilo que for, nós devemos passar o testemunho ao próximo (…) em condições de ele ou de ela poder tomar opções políticas e não estar estrangulado. Acho isto de seriedade ética elementar, coisa que raramente se faz na política.”

“(…)Não esquecer também que a CMP existe para servir o munícipe e não para se servir do munícipe. Portanto o munícipe que entra alí é um cliente enfraquecido. E porque é que ele é um cliente enfraquecido? Porque não tem outra Câmara onde se possa dirigir [ao contrário por exemplo de um supermercado], não me posso esquecer disso e tenho de conseguir que os funcionários municipais (…) sirvam a população, os munícipes, tal como se a Câmara pudesse ir à falência, se isto fosse um mundo perfeito.”

“Em Portugal não há habitação social. Há habitações municipais que, em larga medida mas não na totalidade, são para pessoas com poucos rendimentos. Habitação social da forma como eu a entendo não há porque quando uma cidade tem quase 20% de pessoas a viverem em habitação social, a habitação já não é social, é habitação, é melhor ou é pior mas é habitação. O que é para mim habitação social… habitação social é um conjunto de casas, baratas, mas com dignidade, não é habitação de luxo mas com dignidade que o Estado e o município têm e que aluga a preços muito baixos a pessoas durante um determinado período da sua vida em que elas precisam de apoio ao nível de habitação.”

Acrescentou ainda: “Temos já habitação municipal/social demais e que a Câmara tem muita dificuldade em a manter. O investimento médio deste Executivo na habitação social é de cerca de 20M€/ano, 10% do orçamento total e 50% do orçamento de investimento.”

por Vitor Silva



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