Mercados de rua

Numa das sessões do Olhares Cruzados deste ano, João Fernandes questionava a festa à volta das inaugurações de Miguel Bombarda e dizia algo do género:  “a inauguração é um momento festivo mas (supostamente) de trabalho para os galeristas” e “as inaugurações são um carnaval”.
No essencial questionava (pareceu-me) se esse evento era realmente produtivo para quem está instalado nessa zona e vive do negócio da arte.
A mesma questão põe-se, na minha opinião, aos novos mercados de rua que têm surgido, nomeadamente as iniciativas Artesanato Urbano no Parque, Mercadinho dos Clerigos e o mais recente Mercado Porto Belo.
As ideias parecem interessantes mas eu pessoalmente gostava de saber (também no caso das inaugurações das galerias):
– qual o volume de vendas que geram:
– como têm evoluído ao longo do tempo?
– têm mais ou menos publico desde que começaram?
– e a lojas existentes nas proximidades desses eventos, têm beneficiado com eles?
– em que medida?
– ou continuam fechadas ao fim-de-semana?
De notar que isto só tem interesse se alguma vez quisermos argumentar que estas iniciativas tem um retorno (essencialmente económico, mas também social) concreto, ou se quiserem publicitar as iniciativas junto de potenciais investidores institucionais.
Ou então se calhar sou eu que sou um control-freak e isto não interessa para nada…

por Vitor Silva



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