Proto-Reunião da eventual, quem sabe um dia, pseudo-associação de cidadãos do porto

sobre a reunião de 12-set no Clube Literário do Porto a propósito desta sugestão.

Foi uma reunião desconfortável como normalmente são os primeiros encontros, pouca gente, a tradicional pouca vontade de falar mas principalmente a curiosidade de saber porque razão alguém responde a um apelo feito por um eventual desconhecido (pelo menos fisicamente).

Não se podia por isso esperar grandes resultados palpáveis mas provavelmente todos gostariam de ter sido surpreendidos por algo avassalador que conseguisse responder ao anseios (quaisquer que eles fossem) que nos levaram lá. Mas claro esse tipo de coisas normalmente não acontece na vida real.

Foram transmitidas algumas ideias com que não concordo como o encarar isto como uma forma de lutar contra alguma coisa… parece-me um desperdicio de energia. Depois foram repetidas todas as coisas (supostamente) más que foram acontecendo nos ultimos anos na cidade e região… parece-me um desperdicio de tempo essa repetição. Também se falou da eventual definição de um programa e de tentar alargar o movimento a todas as correntes políticas, classes económicas, etc… soou-me um bocado a demasiado formalismo.

Aquilo que eu pessoalmente procuro é um espaço que contribua com inputs valiosos para a formação da minha própria opinião sobre o que quero da cidade.
E como acho que esse conhecimento poderia ser interessante para outras pessoas também gostava de conseguir divulgar essa informação para a maior audiência possível.
Finalmente queria com tudo isto que a minha voz ou a de qualquer outra pessoa conseguisse chegar a quem realmente decide os destinos da cidade, seja o presidente, seja o vereador, seja o chefe de serviço que no fim manda o tarefeiro realmente executar a função.
Trata-se de sentir que a nossa opinião conta. E que essa opinião foi formada com base na informação necessária para a tomar.

A questão da publicidade da informação é importante já que a sua inexistência promove dois vicios que quanto a mim minam qualquer tipo de relação. Por um lado permite que quem decide use a teoria do facto consumado, ou seja o resultado é nos apresentado como final porque já passou a fase da suposta discussão pública ou a simples elaboração do caderno de encargos, isto é não fomenta a participação das pessoas no processo de decisão.
Por outro lado os cidadãos que não têm acesso à informação podem sempre escudar-se no argumento de que não sabia por isso não fiz nada, que normalmente esconde o verdadeiro imobilismo pois provavelmente mesmo se soubesse nada iria fazer.

Aquilo que eu gostava de um qualquer movimento ou grupos de pessoas informalmente organizado era que promovesse essa discussão, que desse meios às pessoas de formarem a sua própria opinião. Que conseguissem dar a oportunidade a quem pensa a cidade de falar para uma audiência alargada e claro que falassem com as pessoas da cidade.

por Vitor Silva



One Comment

  1. PMS wrote:

    Caro, vejo que estamos alinhados, embora as minhas preocupações não sejam só locais (não sei se as tuas são). Acho que o caminho é esse: ser uma força construtiva, facilitadora e criadora de cidadania, e não uma força oposicionista e bloqueadora.

    Abraço

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