Liderar equipas pode ser visto como uma competência nata, e todos conhecemos pessoas onde identificamos esta característica, mas, quer para esses, quer para o comum dos mortais, a aprendizagem de ferramentas e estratégias que nos ajudem a ser melhores líderes é fundamental… nem que seja só para rever ou sistematizar conhecimentos que foram adquiridos de forma empírica.
(e quando digo líderes isso até pode querer dizer “simplesmente” líderes de nós próprios)

Na Samsys, há muitos anos que o Ruben e o Samuel perceberam que para que a Samsys mantivesse um percurso de crescimento que a permitisse estar há 21 anos de mercado, como estamos, e continuar a acrescentar valor aos seus clientes, como acredito que acrescentamos, só o iam conseguir fazer delegando muito do seu trabalho operacional diário na restante equipa Samsys.

Diria que estamos agora no ano oito ou nove desta grande mudança e eu tenho o privilégio de fazer parte da equipa que, com as suas particularidades individuais, tenta levar a energia e dinamismo deles para as suas equipas, no meu caso equipa de desenvolvimento.

É nesta perspetiva de melhoria contínua e da importância destas competências sociais que, há semelhança de anos anteriores, este ano temos algumas formações que nos são proporcionadas pela Samsys. Umas para toda a equipa, como a formação com o Paulo Moreira sobre Inteligência Emocional, ou com o Alexandre Monteiro sobre Micro Expressões, outras direcionadas para a equipa de liderança, como a que tivemos recentemente em Vigo com Ricardo Peixe.

E acho que é importante destacar a forma como o Ricardo conseguiu criar uma ligação penso que com todos nós. Não só pela sua dinâmica na formação (muito gira e ao mesmo tempo eficaz a forma como incluía alguns apontamentos de ilusionismo que para além de criarem um momento de descontração, reforçavam o ponto que estava a ser trabalhado) mas também no restante convívio que tivemos com ele nos quase três dias que estivemos juntos (corrida matinal incluída).

Abordamos vários temas e fizemos vários exercícios, que inclusivamente ajudaram também a reforçar o espírito de equipa entre todos os líderes. Ainda assim destacaria o modelo FAST e o conceito “pace and lead”.

O modelo FAST é isso mesmo, um modelo, e começamos por analisar em conjunto para que serve e de que forma deve ser usado. Nomeadamente que serve para ajudar a simplificar uma realidade (mais complexa) e assim apoiar na tomada de decisões mas que, com essa simplificação, poderá, se utilizado de forma absoluta, levar-nos a ignorar as áreas cinzentas, que sempre surgem, ao pormos a realidade no nosso modelo “preto e branco”.

Este é então um modelo para ajudar a identificar qual a “energia” dominante de uma pessoa, como outros modelos como por exemplo o eneagrama.
O objetivo é, ao identificarmos essa energia, conseguirmos encontrar melhores formas de comunicar com essa pessoa (e comunicar é um processo bidirecional, de ouvir e falar) e nesse processo ajuda-la a tornar-se a sua melhor versão.

FAST corresponde então aos diferentes tipos de pessoas identificados neste modelo: Fun, Action, Strategy e Team; sendo certo que ninguém está 100% num so quadrante, nem tão pouco se mantém durante toda a sua vida ou mesmo durante todo o dia só num quadrante.

  • Fun – Criatividade; Adaptabilidade; Diversidade
  • Action – Execução; Convicção; Superação
  • Strategy – Planeamento; Conhecimento
  • Team – Agrupar; Conectar; Empatizar

Estando identificado o perfil da pessoa (e dito assim percebe-se que é uma sobre-simplificação) passamos à fase de tentar alinhar a nossa abordagem com aquilo que a outra pessoa está mais receptiva para acolher. E é aqui que pode entrar a abordagem “pace and lead”.

O que este conceito nos transmite é que, tipicamente, será mais vantajoso, numa abordagem com outra pessoa, posicionarmo-nos num estado parecido com o dela, acompanha-la (pace) e depois então, se for esse o objetivo, tentar conduzi-la (lead) para o ponto que pretendemos.

Um exemplo que o Ricardo referiu e achei muito interessante era na abordagem a uma reclamação, num cenário em que um cliente entra numa loja já visivelmente irritado a pedir para tratarem do seu problema. É diferente ter uma pessoa hiper-calma que lhe diz “tenha calma… quer-me explicar qual é o seu problema”, ou ter alguém que de forma enérgica se dirige para o cliente e diz algo como “percebo a sua situação, pode vir aqui ao lado para vermos como o posso ajudar”.

Poderia elencar muitas outras aprendizagens que retirei destes dois dias e meio, mas acima de tudo voltaria a destacar o profissionalismo e até companheirismo do Ricardo Peixe, bem como a visão do Ruben e Samuel em nos continuarem a proporcionar este tipo de aprendizagem.

 

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