Ilustrações no Porto Startup Coffee

A sessão de julho do Porto Startup Coffee que agora é organizada pelos Startup Pirates teve a participação de Eduardo Barbosa da empresa Mother Volcano.

Era uma sessão para a qual tinha algum tipo de expectativas na medida em que já conhecia algum trabalho deles e porque o tema das infografias (uma das coisas que fazem) é algo que me interessa.
Para além disso era a oportunidade de falar com alguém que trabalha numa área criativa, o que de alguma forma também se aplica ao departamento de comunicação da Samsys, e que por isso acredito tem desafios que nós também temos a nível de gestão de projetos que têm sempre uma componente subjetiva e até imprevisível muito grande.

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Ainda assim a beleza destes eventos é cruzarmos-nos com coisas e ideias que nem sequer estávamos a contar.
A mais divertida teve a ver com o percurso do fundador(?) que esteve bastante tempo fora de Portugal e escolheu voltar, entre outras coisas, porque os custos associados a manter uma estrutura deste género são mais baixos cá que em outros países europeus.
A grande partida que o cosmos lhe pregou foi mesmo o facto de ao chegar cá perceber que as pessoas que queria contratar estavam todas a emigrar.

A propósito da exploração de dados e criação de infografias, nomeadamente a Currency Wars, uma curiosidade que tinha era perceber como é que tinha sido o processo. Como é que tinham passado, da previsível montanha de dados que teriam recebido, para uma ilustração que transmitisse a ideia que queriam passar.
Segundo o Eduardo o principal trabalho foi mesmo encontrar a metáfora que poderiam usar para transmitir essa ideia. Esse foi o verdadeiro quebra-cabeças que tiveram que desmontar, depois disso tudo se tornou mais simples.
Ou seja o que foi necessário fazer foi encontrar um modelo visual que ajudasse a comunicar as diferentes componentes da mensagem que queriam transmitir, perceber de que forma iriam ilustrar a história que iriam contar.

Durante a explicação deste processo referiu ainda uma questão que eu nunca tinha pensado e que é a distinção entre o conceito habitual de “data visualization” e infografias, algo que eu veria mais ou menos como sendo a mesma coisa mas que ele distingue de forma interessante entre, no primeiro caso, uma ferramenta que permite explorar informação (e eventualmente construir ideias e conhecimentos, acrescento eu) e no caso das infografias numa ferramenta que quer desde logo transmitir uma ideia pre-definida usando para isso dados existentes.

Finalmente também falou um pouco da sua empresa e da abordagem que tem à ilustração, procurando, mais do que ter um estilo próprio, adapta-lo às necessidades dos clientes. Achei interessante este aparente descolar da ideias idílica de ilustrador solitário e artista e maior ligação aquilo que será a necessidade que um projeto poderá ter deste ou daquele estilo de ilustração, mesmo se o seu portfolio parece desdizer um pouco isso…

 

por Vitor Silva



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