Redículo

Uma das coisas que mais gosto no nosso país são os diferentes sotaques e como nos identificam.
Não acho mal que eu diga “vermalho”, outros “vermêlho” e mais alguns “encarnado”, até acho muito bem. Acho que faz parte da nossa identidade.

Claro que há, ou deverá haver, um português normativo, aquele que é o português bem falado, de coimbra como costumavam dizer, que poderá servir de referência mas isso não deve levar à anulação (até certa medida) das especificidades regionais.

Já ter um orgão público a optar por “oficializar” uma dessas especificidades regionais, para além de ridiculo parece-me um abuso.
Alguns exemplos do prontuário sonoro da rtp:
Palavra / transcrição
Ministro /mënistru
Visita /vësita/
Vizinho /vëzinhu/

E o que é mais fantástico é que se formos ouvir o som exemplificativo eles substituem mesmo o “i” pelo “e”.
Mas nem tudo está perdido, reparei que ainda não mudaram “treze” por “treuze”.

(publicado inicialmente no aventar)

por Vitor Silva



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