Biclas e tal

A propósito de uma troca de ideias n’A Baixa do Porto…

O que é engraçado nesta questão das ciclovias é que se perguntarem aos ciclistas, aqueles que no exemplo de Alexandre Burmester “vivem nas áreas de Foz e Nevogilde e usem a bicicleta seja para ir trabalhar, seja para transportar crianças, velhos, doentes, etc” eles provavelmente acham tão pouco interessante a criação de ciclovias como o português médio “composto por cabeça tronco e rodas” aliás provavelmente vão continuar a usar a rua como usariam anteriormente.

Há cerca de um ano, num debate organizado pela Campo Aberto das diferentes intervenções fiquei com a ideia que mais do que construir ciclovias se calhar conseguia-se incentivar mais a utilização da bicicleta usando outras estratégias, provavelmente mais baratas, como permitir, pelo menos em algumas ruas, a circulação da bicicleta em sentido contrário ao do trânsito automóvel, a criação de zonas 30 que não são assim assim tão estranhas considerando que “a velocidade média de circulação automóvel na cidade do Porto e na hora de ponta situava-se em 2003 entre 17 e 18 Km/h.” (Mobilidade na Cidade do Porto – Análise das deslocações em transporte individual), e claro a instalação de locais para estacionar as bicicletas

Finalmente, e se quisessemos gastar dinheiro, podiamos sempre implementar definitivamente o projecto da UP de dar bicicletas aos seus alunos uma ideia que ao que julgo saber ficou a meio por falta de verbas e aproveitar o facto de ter tantos estrangeiros que não vêm com esses preconceitos de que no Porto não se consegue andar de bicicleta para com esse exemplo motivarem outros a acompanhá-los.

por Vitor Silva



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  1. […] Biclas e tal 2010/09/27 por miguelbarbot Nos apontamentos do Vitor Silva […]

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