A internet é sobrevalorizada, parte 1

Quando se está no meio de muita coisa, ou se tem interesse em muitas áreas diferentes, o que é normalmente mais dificil, pelo menos para mim, é conseguir pegar nos diferentes factoides que surgem de cada um desses pontos e integrá-los numa ideia ou conceito que seja a síntese disso.

Por exemplo, aquilo que tenho andado a pensar nos últimos tempos anda à volta disto

  • a pergunta que Valente de Oliveira deixou, penso que num dos Olhares Cruzados sobre o Porto, a perguntar quem estuda os produtos/serviços não chiques de forma a perceber como os tornamos viáveis e na mesma sessão José António Barros a referir que a  “inovação não está só nas coisas com grande intensidades tecnologicas”;
  • a ideia de que o digital “só” tem interesse como ferramenta / enabler para ligar o território;
  • a ideia de que “o dinheiro tem é que circular, que passar por um circuito virtuoso”;
  • o conceito do facebook ‘No Economic Recovery Without Cities!’ World Civic Initiative & Platform;
  • a ideia de que já temos tecnologia suficiente para implementar >90% dos projectos que têm impacto na sociedade, ver por exemplo experiências do LCD / Audiência Zero;
  • que as pessoas utilizam a tecnologia de forma que quem a criou não antecipou, e que às vezes esses usos são mais inovadores que o próprio produto / serviço inicial, ver por exemplo M-Pesa e Sambaza;
  • que já há muitos projectos sociais (kiva) e hiperlocais desenvolvidos e que “só” têm que ser replicados para a realidade portuguesa

(…) continua

por Vitor Silva



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