Mercados Municipais no Porto

Gostava de deixar aqui algumas dúvidas relativamente aos mercados de frescos da cidade (Bolhão, Bom Sucesso, Foz, outros?).
Estas dúvidas surgem do acompanhamento dos projectos de recuperação / alteração / re-habilitação dos mesmos.
Não sei se sou representativo dos habitantes da cidade mas acho que só entrei uma ou duas vezes no Mercado do Bom Sucesso, e não comprei nada, foi mesmo só para ficar a conhecer, e já há bastante tempo que não vou ao Bolhão.
Por isso não consigo dizer rapidamente que o que está a ser proposto para esses mercados (quando conseguimos saber o que é proposto) não faz sentido, e da mesma forma não consigo dizer que o que as diferentes plataformas cívicas de apoio a esses mercados (Mercado do Bom Sucesso Vivo! e Movimento Cívico e Estudantil Contra a Demolição do Bolhão) defendem são as melhores propostas.

  • Estarão essas infraestruturas adaptadas às necessidades modernas, não só a nível de infraestruturas mas também horários de funcionamento?
    E aqui sou principalmente crítico na questão dos horários porque parto do principio (talvez errado) de que os vendedores ainda podem fazer mais do que fazem actualmente para estarem ao meu dispor no horário que me interessa;
  • Poderão os mercados municipais existentes (como infraestrutura) no Porto estar sobredimensionados?
    Pergunto isto porque o que vejo como concorrentes a esses mercados, nomeadamente os supermercados de cadeias como o Pingo Doce ou Minipreço, tem áreas bastante menores;
  • Serão os produtos aí vendidos suficientemente diferenciados em relação à oferta existente nos seus concorrentes?
    Como disse em cima não frequento regularmente os mercados tradicionais pelo que provavelmente não tenho a visão correcta daquilo que é disponibilizado nesses mercados, mas a ideia que tenho é que grande parte do que é aí vendido pode também ser encontrado em outros pontos de venda;
  • Que exemplos, em Portugal e em ambiente urbano, temos de mercados municipais que continuam dinâmicos?
    Eu sei que normalmente nestas discussões surgem sempre os exemplos de Barcelona ou Londres mas gostava de ter exemplos mais próximos da nossa realidade, que tenham tido de se adaptar à forma de ser dos portugueses enquanto consumidores.

Algumas destas dúvidas também se aplicam em parte ao chamado comércio tradicional.

por Vitor Silva



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