Obras na escola Filipa de Vilhena

A propósito das obras anunciadas para a escola Filipa de Vilhena

Mais do que a comunicação (das estratégias) que o Pedro Bragança fala, e que também considero importante, acho que a principal questão é mesmo na operacionalização dessas visões.
Quem é que discorda de grandes visões estratégicas? Quase ninguém já que elas são normalmente construídas e apresentadas de forma tão genérica que não é possivel apresentar objecções concretas.

Eu também andei numa escola (5 anos na escola Oliveira Martins) que tinha um recreio em alcatrão (inicialmente todo desfeito, depois já recuperado), que tinha também meia-duzia de árvores, e que tinha uns sitios onde imagino que em determinado tempo tivesse existido relva.
Por isso a primeira reação quando me dizem que vão renovar uma escola é mesmo de grande satisfação… para educação do sec. xxi com quadros interactivos e utilização efectiva de recursos informáticos (de que o magalhães até pode vir a ser um bom exemplo) certamente que precisamos de edificios do sec.xxi e não dos anos 50.

No entanto, onde o Pedro Bragança diz, “duvido que um arquitecto experiente e com tanto trabalho não tenha consciência dos requisitos energéticos” eu retiro a conclusão inversa.
A partir da minha visão assumidamente incompleta e parcial baseada somente na ideia geral de que a qualidade de construção dos nossos edificios é muito baixa não vejo garantia nenhuma de que os requisito energéticos sejam considerados já que não reconheço (por ignorância certamente) grande competência ao nivel da eficiencia energética nos diferentes actores envolvidos em todo o processo de construção de infraestruturas (e aqui incluo desde operários da construção civil até engenheiros e arquitectos).

Diz-nos Paula Aires Pereira (Presidente do Conselho Executivo) , que o projecto pode ser consultado na escola.
É bom saber isso, mas é ainda passível de alterações, ainda está numa fase de recolha de contributos da comunidade envolvente (pelo menos), ou é uma apresentação para nos comunicar o que vai ser feito?

por Vitor Silva



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