Ainda o mar

A propósito dos excelentes artigos que o Luís Moreira tem dedicado sobre a relação de Portugal com o Mar e em particular o “De volta ao mar – Quintas Marítimas” relembrei-me do que li no livro Plan B 2.0 Rescuing a Planet Under Stress and a Civilization in Trouble (que pode ser lido totalmente online)

Nele, e a propósito da aquicultura, refere alguns dados que eu não conhecia, nomedamente:
– em 2003, a produção em aquicultura representava já 32% do total de produção de peixe (42.3Mton / 132.5Mton);
– entre 1993 e 2003, a produção em aquicultura duplicou tendo passado de 3.2ton em 1993 para 6.7 em 2003 num percurso sempre crescente
– nesse mesmo periodo, a captura de peixe subiu marginalmente (4%) de 86.6ton para 90.2ton tendo, aparentemente, chegado ao seu pamatar superior nos cerca de 90ton
(ver outros indicadores aqui)

Em relação a Portugal dados do anuário estatistico da região norte 2007 do INE referem que em 2006, a aquicultura ainda tinha uma expressão residual com 7.9kton em aquicultura, para 160.8kton de captura, ou seja uns miseros 4% do total.

Para o crescimento da produção em aquicultura muito contribui a China.
“China, producer of more than 20 million tons of farmed fish, which is roughly two thirds of the global total, has devoted 5 million hectares of land — much of it cropland — to fish ponds.”

Não esquecer no entanto que há alguns problemas que se podem levantar com esta aposta na aquicultura.
“The bottom line is that the growing worldwide demand for seafood can no longer be satisfied by expanding the oceanic fish catch. If it is to be satisfied, it will be by expanding fish farming. But once fish are put in ponds or cages they have to be fed, further intensifying the pressure on land resources.”

De qualquer forma, parece que também aqui temos ainda muito potencial para crescer.

por Vitor Silva



Leave a Reply