o que fazer #1

Ultimamente tenho centrado um pouco a minha atenção na relação cidadão, sociedade civil (no sentido de coisas que se autoconstituem) e representantes políticos / administrativos (aqueles que decidem os destinos da iniciativa publica).

Basta ir acompanhando (pouco) as televisões, (um pouco mais) alguns jornais e (principalmente os blogs) para perceber que alguma coisa tem que ser mudada.

Mas, na era da abundância, que logicamente se transforma na era de escassidade de tempo para exlorar tanta abundância, interessa-me tentar descobrir qual a área em que uma actuação pode ter um impacto mais positivo.

Uma ideia inicial poderia ser a da organização do estado, nomeadamente regionalização, descentralização, xptoão mas na verdade não me interessa se quem decide está no porto, lisboa, madrid ou bruxelas desde que tomem as decisões que considero importantes para a minha cidade, região, país. de notar que não acho que esta posição seja oposta à ideia de que provavelmente um centro de decisão geograficamente perto do local onde as suas decisões vão ser implementadas seja mais interessante que o modelo actual.

Outra ideia poderia ser a distribuição de competências entre iniciativa publica ou privada mas também aqui não consigo ter uma opção clara… mais uma vez tanto me dá se quem decide trabalha com o meu dinheiro ou com o dinheiro privado, se responde a mim (cidadão) ou ao accionista desde que aquilo que decide seja ajustado ao contexto (económico, social, ambiental) em que está enquadrado. sei que são as pessoas que fazem as coisas e não entidades abstractas como a empresa A ou o ministério B.

Mas ao mesmo tempo faz-me um bocado de confusão que pelo facto de aceitar jogar o jogo democrático me autolimite a poder premiar de quatro em quatro anos alguém que fez um bom trabalho num cargo político ou a contestar essa pessoa e a por lá outra.

por Vitor Silva



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