Não vai dar entrada na linha número um o comboio com destino à régua

Há uns dias atrás gravei com o António Alves o 3º programa do meu podcast “O Porto em Conversa“.

No seguimento do processo (espero) interminável do TGV, das notícias do (espero que ainda evitável) encerramento da linha do Tua e no geral dos milhões e milhões que se atiram para o ar em projectos fabulosos como o atravessamento do porto em túnel achei que era interessante falar com alguém sobre o que é que realmente nos faz falta a nível de ferrovias, principalmente no Norte de Portugal.

Quase na mesma altura saía uma notícia no público que nem percebi se era um artigo de opinião, se era uma crónica, ou simplesmente uma notícia tal o tipo de escrita adoptado… chamava-se “Refer vai reabilitar 25 quilómetros da linha do Douro” mas sobre esse titulo inócuo o jornalista guiava-nos para uma eventual teoria da conspiração só possível porque realmente nos dão argumentos para isso…

” O Público apurou que para esta zona não está previsto nenhum investimento pelo que, para manter o actual serviço a Refer tem duas hipóteses: ou aumenta os custos na manutenção da linha ou impõe à CP uma redução na velocidade dos comboios. No limite, a manter-se esta situação, ficam criadas condições para que o poder político equacione o seu encerramento tendo em conta os elevados custos e a fraca procura. Uma situação idêntica à do linha do Tua …

Como alguém me referiu “A forma de procedimento é-nos explicada. Não se investe, degradam-se as condições de oferta do serviço, a procura diminui, e depois encerra-se porque não há procura. E todos aceitamos a decisão, porque é um facto que só as moscas é que suportam a vibração da circulação ferroviária no Douro.”

Entretanto hoje… e foi mesmo pela calada da noite… num instante chegou-se à conclusão que as linhas do corgo e tâmega era inseguras e portanto tinham que ser encerradas… como está num comentário no público “Quem tem medo do povo não merece o povo.”

por Vitor Silva



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