Olhares Cruzados VI #1

Notas sobre a primeira sessão da sexta edição dos Olhares Cruzados na Universidade Católica (Porto) realizada no dia 18-março-2009 com o tema “A dinâmica da sociedade civil no Porto”

Germano Silva

  • porto cidade intimista nos anos 50
  • passado fabril da cidade, os sons dos operários
  • o centro era a baixa
  • vinha-se ao porto de aldoar
  • tudo estava centrado na praça (liberdade?? almeida garrett??)
  • rua das flores, rua mais tipica – ourives e mercadores
  • vinda de humberto delgado cria uma nova dinâmica na cidade
  • começam a surgir novas colectividades e afins – árvore, tep, sociedade editorial do norte, cafés, tertúlas, brasileira, associação jornalistas
  • tertúlias também culturais serviam para promover espirito criativo
  • porto nos anos sessenta, porto do pós liberalismo que exigia / reivindicava
  • port cultural desapareceu e voltou em parte com fernando gomes (patrimonio da humanidade, capital cultural, …) criou novo dinamismo
  • a vida partidarizou-se e a cultura sofreu com isso

joão teixeira lopes

  • como sociologo
  • sociedade civil – coisas que se autoconstituem
  • sociedade civil tem-se complexificado
  • difusão da soberania para agentes não estatais
  • formas de intervenção desterritorializadas
  • rigidez / lentidão das formas estatais da soberania / poder
  • todos temos a ganhar com a multiplicação de controlos cruzados
  • modos de relação com o poder
  • maior facilidade em exercer uma política de comunicação
  • a forma como efectuamos essa comunicação é conteúdo
  • sociedade civil também deve prestar contas
  • transparência / responsabilidade
  • instituições da socidade civil podem tornar-se poderes de opacidade
  • novos movimentos sociais ligados à fragmentação da realidade
  • nós temos diferentes papeis sociais
  • tendencia para o zapping social
  • pode faltar visão holistica
  • necessidade de fazer ligações
  • porto foi visto como cidade por excelência da sociedade civil
  • lisboa => centralismo do terreiro do paço prejudica inclusivamente a própria cidade
  • tendencia para o retraimento => passamos a maior parte do tempo em casa
  • vivemos numa sociedade arquipelago de parque de estacionamento em parque de estacionamento
  • porto tem que ter espaços públicos
  • esvaziamento do espaço publico
  • apesar de tudo parecer negativo o porto tem vindo a renascer
  • esmae, galeria de paris, miguel bombarda
  • é preciso mediação, criar redes
  • estado pode apoiar
  • há espaço para o cluster multimédia
  • combate pobreza
  • situação pior do que imaginamos
  • mas há no terreno instituições que prestam serviços excelentes
  • a igreja tem aqui um papel importante. tb ipss, voluntariado, banco alimentar
  • já existe uma rede mas que precisa de ser mais rede

d. manuel clemente

  • pulverização da cidade
  • individualismo
  • diferença entre lisboa e o porto
  • o porto é do porto e lisboa é de quem a apanhar
  • vizinhanças já não são topográficas
  • renovação da vizinhança em novos termos
  • redes tanto mais fortes quanto menos oficiais
  • como passar das respostas imediatas para um projecto de futuro
  • necessario refazer vizinhança real
  • horizonte muito pouco definido => quadro regulatório
  • admin publica não tem que substituir mas apoiar
  • neste momento sabemos como fazer mas até onde é que queremos ir (nos projectos de apoio)
  • há disponibilidade nas pessoas para fazer algo que seja viável.

aldeia global => teatro global
”    After the publication of Understanding Media, McLuhan starts to use the term Global Theater to emphasise the changeover from consumer to producer, from acquisition to involvement, from job holding to role playing, stressing that there is no more community to clothe the naked specialist”

sociedade providência

por Vitor Silva



2 Comments

  1. José Freitas wrote:

    Não assisti mas, segundo as notas de Victor Silva, não houve regionalização no debate. Não surpreende…

  2. vitorsilva wrote:

    Penso que esse tema será abordado na ultima sessão
    A regionalização e as prioridades do Norte – 23 de Abril

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