standing on the shoulders of giants

Standing on the shoulders of giants representa a ideia inversa do sindrome not invented here e acho que é uma boa caracterização da forma como o desenvolvimento das ferramentas de suporte à web2.0 tem ocorrido.
Uma das áreas em que isto é mais visivel é a da utilização de JavaScript para desenvolvimento de novas funcionalidades dentro do browser. Esta linguagem que já foi considerada menor por muita gente – provavelmente porque era muito fácil de utilizar – e que devido às diferentes implementações quer da linguagem quer do DOM dos diferentes browsers não era considerada fiável está a ganhar o seu lugar próprio na hierarquia das linguagens de programação.
A principal razão é o aparecimento de várias frameworks que permitem ultrapassar a questão do browser já que criam uma camada de abstracção acima deles que nos permite programar para a framework sem ter que nos preocupar com o ammbiente (normalmente o browser) onde está a ser usado.
Finalmente, a massa crítica que estas frameworks estão a criar á sua volta, bem como a facilidade em as ampliar através de plugins está a desenvolver toda uma rede de potencialidades que está a aumentar de forma significativa aquilo que se pode fazer dentro do browser sem ter que recorrer a outras tecnologias mais ou menos fechadas com o flash.
Claro que não adianta ter as ferramentas de desenvolvimento se não tivermos infraestrutura para as utilizar. É aqui que entram os serviços web com apis públicas que nos permitem criar novas aplicações.
Ou seja finalmente estamos a assumir quando criamos um pedaço de código que ele irá ser usado não só para aquilo que foi pensado mas também para outras coisas que nunca nos lembrariamos de fazer.

Tudo isto para dizer que ultimamente tenho dado mais atenção a coisas como jQuery, e alguns dos seus plugins como o jQuery.Sparkline, o projecto Simile-Widgets, e algumas APIs, nomeadamente as Google Data APIs e os Amazon Web Services.

por Vitor Silva



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