RFID (3/3)

O que é
De uma forma muito simples podemos dizer que é uma tecnologia que através da utilização de uma etiqueta que emite um sinal rádio em conjunto com dispositivos que lêem esse sinal possibilita a detecção de objectos e leitura de informação guardada nessa etiqueta.
Esses objectos podem ser simples equipamentos anti-roubo (eas – electronic article surveyance, que encontramos por exemplo nas lojas de roupa), cartões de presença (como o andante do metro do porto), identificadores únicos de peças (como substituto do código de barras), etc.
O mais interessante é a integração desta tecnologia com outras normalmente já disponíveis nas empresas, nomeadamente os seus sistemas de informação com controlo de existências, gestão de recursos humanos, histórico de vendas, etc.
Uma tecnologia normalmente associada ao RFID é o EPC (electronic product code) que não é mais do que um número único que identifica um objecto específico na cadeia de aprovisionamento (supply chain).
Descrição:
O EPC é um número definido de forma a identificar unicamente um item especifico na cadeia de aprovisionamento. O número EPC fica gravado numa etiqueta que é aposta ao objecto e que é composta por um chip e uma antena. Utilizando a tecnologia de identificação por rádio (RFID) a etiqueta comunica o seu número a um leitor.
O leitor passa então esse número a um computador que acedendo a um sistema de informação pode determinar todos os outros dados associadas a esse objecto como por exemplo, onde foi produzido, cliente final, fornecedores, etc.

Utilizações genéricas
a possibilidade de detectar algo cria um conjunto de oportunidades a nível de integração de sistemas.
Partindo do principio que já existe um sistema de informação com o qual podemos interagir, há 3 cenários típicos de utilização, dois que trazem vantagens directas para a empresa e outro que indirectamente também a irá beneficiar:
Na empresa – gestão de operações
Durante o processo produtivo, a possibilidade de saber automaticamente que foram consumidos x objetos de determinado fornecedor, ou que chegou um carregamento de outros x objectos, permite, entre outras coisas, reduzir os custos de aprovisionamento e reduzir custos com o pessoal que tem que fazer o rececionamento e encomenda de material.
Na empresa – vendas
Na loja, no caso de todos os objectos estarem identificados individualmente, o controlo de existências, passa a ser uma tarefa automática, reduzindo os custos de verificação manual das mesmas.
Para o cliente – compras
Para o consumidor final, é possível desta forma criar aplicações que baseadas no histórico de vendas disponibilizem ao consumidor uma experiência única e mais orientada que se traduzem em melhores vendas.
Aplicações existentes
– rastreabilidade de uma peça e/ou componentes de uma peça
– gestão de existências
– Promoções / personal shopping assistance – é detectado que se pegou num determinado artigo e comunica-se ao consumidor que existe outro produto interessante, …
– Identificativos de segurança
– Pagamentos sem dinheiro. Uma pessoa define um cartão de gastos… => biometrico
– Determinar número de vezes que determinada peça é experimentada e confrontar com número de vezes que essa peça não é vendida
Ameaças à privacidade. Problemática cnpd. => desenvolver soluçõo que permita ao dono da informação consultá-la ao mesmo tempo que ela está disponível para a empresa
Equipamentos
O RFID implica a utilização dos seguintes equipamentos: etiquetas, leitores e etiquetadoras rfid.
Etiquetas
– readonly / write once, read many, read/write
– podem ter um microchip incorporado ou não. Chipless (100mhz), battery driven (entre 5,7 e 7 ghz)
– mesmo sem chip podem guardar informação e ser questionados por outros aparelhos
– passivos (sem bateria) / activos (com bateria)
– passivos => funcionam reflectindo a energia que lhes ? enviada pelo leitor (backscatter)
Leitores / portais
etiquetadoras rfid
Caminho implementação
Consumer products that carry high value require controlled manufacturing and distribution and feature collaboration between trading partners, will be areas to begin implementation of Auto-ID technology in the near term. We anticipate that pallet and case level tagging will be cost effective for these product categories.
We believe tagging individual consumer goods at the item level will not be cost effective in the near term for the majority of fast moving consumer goods. However, detailed cost-benefit analyses and business cases for specific applications will be required to evaluate the unique situation of each company.
Retailers will continue to be unable to provide accurate SKU level inventory information for some time and will continue to be hesitant to share this with CPG companies when it is available. Therefore, infrastructure efforts should be focused on two areas: intermediate control points within the CPG supply chain and encouraging Retailers to adopt Auto-ID technology to provide a similar level of visibility and accuracy.
Rfid can streamline shipping, especially with mixed paletes.

por Vitor Silva



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