onanismo

ainda há pouco tempo ouvi o antónio pinho vargas, referindo-se a alguma música contemporânea, que ela não era mais do que uma masturbação intelectual dos autores e se calhar é assim que devemos olhar para the brown bunny.
autobiográfico, narcisico ou egocêntrico, não sei bem qual a palavra que melhor se aplica, este filme mostra-nos mais um bocado de vincent gallo.
de uma forma muito simplista, depois de buffalo 66 e a sua depressiva relação com a familia e a sua cidade, agora temos vincent gallo e a sua depressiva relação com as mulheres e com a familia…
muito boa a fotografia (será que ele é apreciador das lomo?) embora por vezes ficasse a sensação que em vez de um filme estavamos a ver um conjunto de fotografias (muito boas) que tinham umas animações entre elas.
também gostei da perspectiva de américa que nos é mostrada pelos bairros e estradas do país , muito longe do glamour de qualquer blockbuster mixuruca onde está sempre tudo a brilhar.
claro que tudo isto ganha um novo significado quando ao nosso lado temos alguém que durante o filme vai dizendo: que seca, que cena estúpida, que nojo de filme, ainda falta muito? 😀
mais informações e outras opiniões aqui

por Vitor Silva



Comments are closed.