Na medida em que parece cada vez mais inevitável o processo de reorganização interna dos municípios nomeadamente com fusões de freguesias e que, pelo que lemos nas notícias, esse processo deverá ser concluído até meados do ano a Associação de Cidadãos do Porto vai iniciar um fórum de divulgação e discussão das diferentes ideias que cada partido tem sobre este assunto.
O objectivo da ACdP é que qualquer decisão sobre este assunto não seja apresentado aos cidadãos do Porto como um facto consumado mas sim que inclua um período prévio de discussão participada e informada.
O modelo destes debates/apresentações vai ser o de sessões públicas individuais dedicadas a cada um dos partidos onde poderão ser apresentadas as propostas já consideradas, prós e contras de cada abordagem, eventuais decisões internas ou eventualmente as razões pelas quais consideram desnecessário este processo de reorganização administrativa.
O primeiro debate será na próxima quarta-feira, 7-março, 21.30, com o Bloco de Esquerda que se fará representar pelo deputado municipal José Machado Castro.
Nos próximos dias vamos indicar o local deste debate bem como o restante programa. Podemos confirmar desde já que temos confirmadas as sessões com o PS (26-março) e PSD (3-abril).
Estes debates são organizados pela ACdP – Associação de Cidadãos do Porto, iniciativa apartidária, que se assume como uma plataforma de debate, apresentação de propostas e de acção efectiva e estão também integrados no projecto Cidades pela Retoma (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/)
Quando o calendário agrícola marca a hora dos grandes labores, auxilia-o ainda o vizinho. Nestas terras pobres e de longa tradição colectivista o sistema da torna-jeira vigora desde tempos imemoriais, representando uma forma de assistência e cooperação que não deixa de ter a sua beleza. Tudo menos recorrer ao braço estranho que haja de pagar-se; a regra de boa economia está em possuir um canto de terra e fazê-lo produzir com o próprio suor.
, in “Alto Trás-os-Montes Estudo Geográfico” de Vergílio Taborda.
Desde pelo menos 1974 que não houve ano em que não tivéssemos tido défice no orçamento do estado. E o mesmo seria a nível da da dívida não fossem as privatizações.
Ao mesmo tempo tornamos-nos um dos países com o maior número de proprietários (se é que podemos considerar proprietário quem fica a pagar uma casa até aos setenta anos).
Enfim chegamos a um ponto onde não há capacidade de inventar dinheiro como foi para as scuts, barragens ou parques escolares.
Não adianta (e não, não é resignação) dizer que não pode ser, que assim não vamos lá (sem apresentar alternativas)… é óbvio que vivemos muitos anos acima das possibilidades, basta comparar o nossos hábitos (pagar casa, andar de carro, jantar fora, etc.) com o salário médio português que não chega a 900€.
Só nos resta uma alternativa, liderar quem sabe liderar, inovar quem sabe inovar, replicar quem sabe replicar, trabalhar quem puder trabalhar.
Claro que ajuda se ao mesmo tempo que aparecem estas medidas, acabem com as poucas vergonhices como negociatas das scuts, barragens, e outras que estouraram o nosso (dos cidadãos que pagam impostos) dinheiro.
Talvez assim consiguemos caminhar para um país racional que vive, com ambição, de acordo com as suas possibilidades.